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Rua XV de Novembro

Publicado em: 2011-05-06 12:02:32

A musa de nossas ruas, desde a Blumenau colônia, sempre exerceu sobre os blumenauenses um apelo muito forte, tornando-se logo nos primeiros anos da fundação até os dias atuais, o principal foco de comércio da cidade. Era por ela que os antepassados, vindos dos confins de seus lotes, se dirigiam à tosca capela no alto da pequena colina, para fazer suas orações e ouvir a palavra de Deus, nos sermões dominicais do padre Jacobs. Ao retornarem a seus lares, aproveitavam para fazer compras e tomar um café com cuca nas primeiras casas comerciais e hospedarias que começavam a se estabelecer ao longo da mesma. Sem dúvida, a casa de comércio fundada por Ferdinand Schrader em 1859, no Stadplatz (ao lado da atual Fundação Cultura), foi o primeiro estabelecimento comercial da Rua XV de Novembro.

Contam nossos historiadores que uma rês fujona obrigou um grupo de colonos a abrir uma picada entre os ribeirões Garcia e da Velha para procurá-la. Pronto. Estava aberta aquela que durante estes "cento e tantos" anos já foi chamada de Rua do Comércio, Rua do Rio, e pelo apelido de Rua da Linguiça (Brateruststrasse - Rua da Linguiça Frita). Em 1890, na primeira reunião da Câmara naquele ano, sob a presidência do doutor José Bonifácio Cunha, passou a ter a denominação de XV de Novembro. Uma homenagem dos republicanos locais à nova república que acabava de se formar. Sempre tratada com carinho e cuidados espcais, passou por várias "maquiagens" até chegar à reurbanização atual: em 1902 várias curvas foram suprimidas; alguns anos após, foi toda macadamizada, tendo inclusive sido comprado um rolo compressor pelo governo municipal, exclusivamente para sua conservação; em 1930, recebeu calçamento a paralelepípedos. Foi a primeira rua em nosso estado a ser iluminada eletricamente.

A mais democrática de nossas ruas, nesse pouco mais de um centenário e meio de existência, permitiu que alma blumenauense, sem distinção de cor, clero ou condição social, por ela fluísse livremente, para comemorar, dançar, vibrar, chorar, protestar, reivindicar, amar, trabalhar, vender, comprar, ou simplesmente passear... Desfilou por ali toda a nossa história...

Por Evilázio de Souza


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