Folhablu | Turismo durante a Osterfest movimenta economia de Pomerode


Turismo durante a Osterfest movimenta economia de Pomerode

Publicado em: 2018-03-12 03:50:49

Há 10 anos é realizada em Pomerode a maior festa de Páscoa do Brasil, chamada de Osterfest. A pequena cidade catarinense tem cerca de 32 mil habitantes e no período da festa recebe mais de 200 mil visitantes, seis vezes a sua população. Desta forma, são movimentados os setores de gastronomia, hotelaria, indústria, comércio e serviços da região, refletindo diretamente em sua economia.

 

Em 2017, estima-se que a Osterfest trouxe cerca de R$ 20 milhões, montante que corresponde a 1% do Pib do município. Neste ano, em que se comemora a 10ª edição do evento, espera-se que a movimentação econômica seja ainda maior nos cinco finais de semana da festa.

 

Pomerode é um município com forte setor produtivo, por isso são fabricados ali mesmo os principais produtos adquiridos pelos visitantes, tais como cervejas, queijos, chocolates, embutidos, roupas, cristais, porcelanas e outros. Com isso, o benefício econômico dos recursos trazidos pelos turistas é ainda maior do que seria em outros locais, mantendo na cidade os recursos gerados e beneficiando a comunidade. O fluxo de visitantes durante o evento também gera postos de trabalho adicionais, tanto para trabalhar na festa quanto para reforçar o atendimento nos restaurantes e estabelecimentos frequentados pelos visitantes.

 

Além disso, surgem também novas oportunidades de negócios, como é o caso do núcleo Feito à Mão, criado pela Associação Empresarial de Pomerode com o apoio da Fundação Cultural.

 

Segundo o consultor da associação empresarial, Maurício Nienow, o núcleo de artesanato foi criado para transferir conhecimentos para os artesãos de Pomerode, desde como expor seus produtos de forma atrativa até conhecimentos mais técnicos, como precificação dos produtos. Logo no primeiro contato, verificou-se a necessidade de um espaço para a venda do artesanato dos participantes, então foi iniciada a incubadora de uma loja física. “Os artesãos se identificaram com o modelo de empreendedorismo, o que amadureceu não somente o pensamento deles, mas também a forma de confecção dos produtos para serem mais atrativos e vendáveis. Em um ano e meio, a loja cresceu e precisou contratar duas funcionárias, que também são artesãs. Para estas pessoas, cada vez mais o artesanato deixa de ser visto como um complemento de renda e passa a ser uma profissão”, afirma.

 

A valorização da produção e cultura local é muito forte, por isso, só podem ser comercializados no núcleo Feito à Mão produtos que são realmente feitos de forma manual. Há meses em que o núcleo chega a comercializar mais de R$ 100 mil, e por isso já virou um “case” de sucesso no estado.

 

A presidente do núcleo, a artesã Dirce Goede, comenta: “Além de um local próprio para a venda de produtos, conseguimos vender nosso artesanato durante o ano todo. Hoje temos toda a estrutura para sermos microempreendedores. Nos preparamos melhor para grandes eventos, principalmente para a Osterfest. Com as vendas, temos retorno financeiro, bem como uma melhoria de vida tanto para mim quanto para os outros artesãos”.

 

No período de 1º de março a 1º de abril, quando é realizada a Osterfest, os visitantes poderão viver a experiência de um roteiro turístico agradável e familiar. Participando de programações como a Caça aos Ovos de Páscoa, que incentiva as famílias a viverem uma antiga tradição desta época; visita ao zoo, que é o terceiro mais antigo do Brasil; além de experiências gastronômicas como a degustação de cervejas artesanais, culinária típica e visita à loja da fábrica de chocolates de Pomerode, Nugali, que é premiada mundialmente.

 

 

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