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Penúltimo dia

Publicado em: 2010-04-08 07:20:45

Para Nelson Hoffmann

No penúltimo

Está embutido o último.

(Dias do tempo.)

Sou outrora/amanhã.

(E agora.)

Aliás: no primeiro dia as Parcas assobiam.

E somos meninos.

Crescemos.

Eternos nos imaginamos:

bodas, festas, esperanças

(céu azul, pássaro, juventude, nuvem

desapercebida).

Mas ela está lá – imanente.

E chega o penúltimo dia.

Escovamos os dentes, farelos de pão no

bigode, o leite morno, o cadarço solto do

sapato, a barba crescida.

E a rua, as gentes.

Mas um assobio chega assim de mansinho e inelutável.

Por Emanuel Medeiros Vieira


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