Folhablu | Moda plus size. Tudo pode! Pode sim! Por que não?


Moda plus size. Tudo pode! Pode sim! Por que não?

Publicado em: 2017-08-03 09:27:11

“A moda plus size ‘escancarou’ as portas do estilo ao explorar o empoderamento feminino e romper as barreiras e regras do que pode ou não vestir em um corpo volumoso e repleto de curvas”. Essas palavras são da produtora e consultora de moda, imagem e estilo Carla Costa, que atua como docente no Senac Jundiaí.

 

 

Elas ganharam espaço. Grandes mulheres, física e psicologicamente falando, atualmente, levantam a bandeira da autoestima, da autoaceitação e, de uma maneira pra lá de estilosa, encontram em seus corpos a possibilidade de fazer o bem, ampliando a percepção e visão de outras pessoas que não vestem manequim 38 e se sentem mal por isso”, afirma Carla.

 

A docente explica que essas mulheres montam looks desafiando o que a moda padrão estabelece com o "isso não pode". Essas mulheres derrubam por terra as regras e convenções de tais imposições. “Tudo pode! Pode sim! Por que não?”, defende a profissional.

 

Essa moda plus size apresenta composições visuais esteticamente belas e, surpreendentemente, compostas por minissaias, estampas, bodies e com direito a lingeries evidentes. A questão dessa moda expandiu os limites, ganhando um corpo muito mais profundo. “Hoje, ser plus é um comportamento, é assumir o seu poder. É vestir o que traduz a sua personalidade e faz com que você se sinta feliz e poderosa”, diz Carla.

 

A docente conta que diante de tal representatividade, muitas marcas se especializaram em plus size, além de investirem no estudo de modelagens que comportem e valorizem um corpo curvilíneo. Essas marcas se inspiram também nas tendências atuais da moda e na ousadia que esse público está propenso a incorporar em seu lifestyle. “Foram incorporados nessas coleções itens que contemplam mulheres jovens, antenadas e plus size”.

 

Na opinião de Carla, o segmento plus size do mercado de moda contemporâneo ganha mais espaço, facilitando a expansão e abertura de novas marcas, movimentado o mercado, e mais: apresentando uma nova imagem - moderna, fashion, acessível e que valoriza as diferenças e particularidades. “É uma comunhão entre a beleza e a diversidade. E é possível dizer que, em breve, não existirá mais a guerra entre o fashionismo magro e longilíneo e tudo o que foge desse padrão.”

 

Na visão de Francielle Guimarães Rocha, docente de modelagem do Senac Lapa Faustolo, há uma mudança de paradigmas. A roupa tem que vestir um corpo e não o corpo vestir a roupa. A silhueta curvy está transformando a produção, circulação e consumo, pela inserção na mídia por várias campanhas representando o plus size.

 

“O público se tornou exigente procurando produtos diferenciados que valorizem seu corpo, criando significativamente uma demanda por profissionais capacitados que atendam a esse perfil. O fator primordial para desenvolvimento dos produtos é entender o comportamento desses consumidores e adaptar as medidas necessárias para efetivação dos resultados agregando ao novo padrão estético”, afirma.

 

Segundo dados da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), o mercado plus size movimenta, anualmente, cerca de R$ 4,5 bilhões no país, representando 5% do faturamento total do setor de vestuário.

 

Para Carla, esse nicho merece atenção, pois trata-se de um segmento em ascensão e expansão. "Além de pesquisas que comprovam a existência de um público consumidor em potencial, basta conversar informalmente com tal público-alvo para identificar a necessidade de apresentar ao mercado artigos de moda plus size que sejam contemporâneos, bem elaborados e bem modelados. Assim sendo, é um bom caminho para ser explorado, no qual a concorrência não é muito intensa", detalha a profissional.

 

A escassez de peças para essa categoria deve-se às dificuldades com relação à adequação de modelagem, segundo a docente de moda. "Por se tratar de um corpo que apresenta volumes diferenciados, o estudo de caimento deve ser feito com muito cuidado para que a roupa vista bem", esclarece a docente Carla, que complementa: "No Brasil tudo é diferente, somos frutos da mistura de várias etnias, portanto, temos muitas diferenças físicas que devem ser levadas em consideração no estudo e nas técnicas de modelagem e caimento para que sejam ofertados aos consumidores produtos que valorizem e se adequem às variações de corpo".

 

Os profissionais de moda devem estudar todos os tipos de consumidores, suas características psicológicas e físicas. Todos precisam de opções para se vestir bem e na moda para se sentir parte da sociedade, mantendo sua individualidade com autoestima e confiança.

 

Além do plus size, o segmento conta com outras tendências que estão surgindo a todo momento. Uma delas, segundo Carla Costa, é o mercado de moda masculino, que vem se modificando e apresentando novidades. "Uma moda mais alternativa e diferenciada, com uso de matérias-primas inovadoras e com design interessante aliado à tecnologia andam fascinando os homens jovens. Outro destaque é para o e-commerce (comércio eletrônico), que também traz uma ótima oportunidade de trabalho e atuação no setor da moda", expõe.

 

Para a docente, hoje em dia há também uma discussão sobre a moda para pessoa com deficiência. "Uma marca lançou recentemente os primeiros manequins que representam as pessoas com deficiência física. São manequins para serem utilizados na exposição em vitrines de lojas", completa.

 


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