Folhablu | Polyphonia Khoros apresenta espetáculo oratório The Crucifixion


Polyphonia Khoros apresenta espetáculo oratório The Crucifixion

Publicado em: 2017-04-28 10:36:28

O Polyphonia Khoros apresentou no último dia 23, na Paróquia Luterana Blumenau, o espetáculo The Crucifixion, de John Stainer, oratório para coro, solistas e órgão de tubos.

 

A oratória romântica floresceu, em particular, nos países protestantes, Inglaterra e Alemanha, tendo se desenvolvido segundo linhas que estavam já traçadas no século 18. Obra de caráter dramático, geralmente sobre um tema bíblico ou sobre outros temas sacros, mas, enquanto obra dramática livre das limitações da movimentação cênica, a oratória pode ter uma amplitude épica e contemplativa que não seria possível na ópera. A grande força da oratória residiu na sua utilização do coro, tomando como base a forma estabelecida por Haendel.

 

A utilização do harmônico de vozes com o órgão de tubos é especialmente rara no estado de Santa Catarina. Pertencente à família dos aerofones de teclas, o órgão de tubos é encontrado principalmente em igrejas, devido à sua dimensão. É ideal para acompanhar vozes humanas, quer uma assembleia, um coro ou um cantor solista, como para tocar a solo, dando um concerto ou substituindo uma orquestra. Por essa razão o órgão adquiriu, ao longo dos séculos, uma forte índole sacra.

 

A realização de ações culturais em espaços de função religiosa aproxima diferentes comunidades, incentivando o convívio com a diversidade cultural e a descoberta de novos gostos estéticos.

 

A música coral do século 19 foi utilizada com diferentes abordagens, havendo as obras onde o coro é usado como parte de uma estrutura mais vasta e aquelas em que a escrita coral pretende ser o principal foco de interesse. Considerando esta última, denomina-se geralmente "oratória", uma composição longa e elaborada sobre um tema sacro ou edificante.

 

John Stainer, compositor e organista inglês (1840-1901) subtitulou seu grande oratório com a expressão Uma Meditação sobre a Sagrada Paixão do Santo Redentor, sendo também o autor do libreto. Composta em 1887, tem como característica de estrutura de formação a presença de um coro misto (formado por soprano, contralto, tenor e baixo) e órgão de tubos, incluindo solos de baixo e tenor. Stainer pretendia que a peça estivesse dentro do escopo de coros da maioria das igrejas paroquiais, contando também com cinco hinos para a participação da congregação.

 

A escolha do oratório The Crucifixion, pelo Polyphonia Khoros, reside no fato do grupo apresentar uma obra completa escrita para coro, solistas e órgão de tubos, mas que mostra uma concepção inteiramente nova em relação aos oratórios barrocos e clássicos.

 

O Polyphonia é primordialmente um coro de câmara e seu repertório à cappella inclui peças eruditas barrocas, clássicas, românticas e modernas. Mas, também, é um grupo eclético que apresenta obras completas para coro e orquestra, coro e órgão de tubos, coro e piano, e participa de montagem de óperas.

 

Faz parte ainda de seu repertório a música popular brasileira e folclórica ambientadas para coro, com especial atenção aos compositores e ao folclore catarinense.

 

O Polyphonia Khoros nasceu da iniciativa da maestrina Mércia Mafra Ferreira de realizar um trabalho de excelência. Através do Instituto Polyphonia, entidade sem fins econômicos, o coro promove desde 2000 a prática e a apreciação da música vocal, formando cantores e plateias amplas.

 

Mércia Mafra Ferreira, fundadora e regente titular do Polyphonia Khoros dedica-se à música há 51 anos de forma intensa e ininterrupta. Regeu corais amadores e profissionais, deu aulas tanto no setor público como no privado e em 2000 criou o Polyphonia Khoros.

 

Em Florianópolis, foi regente do Coral Julinda Ribas Camargo, da Igreja Presbiteriana, do coral do IEE - Instituto Estadual de Educação -, do coro Pró-Musica e, em 2000, criou o Polyphonia Khoros. Foi jurada do 2º concurso nacional Funarte em 2002, é membro da Academia de Letras e Artes de Santa Catarina, recebeu o troféu Aldo Baldin no 13º Festival Nacional de Canto da Pró-Música, foi condecorada em 2009 com Medalha do Mérito Cultural Cruz e Sousa do estado de Santa Catarina e em 2015 com a Ordem do Mérito Cultural Carlos Gomes com o título de comendadora, da Sociedade Brasileira de Artes, Cultura e Ensino da Prefeitura de Campinas (SP).

 


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