Folhablu | Espetáculo Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens abre temporada de teatro do BQ(en)cena


Espetáculo Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens abre temporada de teatro do BQ(en)cena

Publicado em: 2017-10-09 08:23:51

O espetáculo convidado Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens, do Coletivo Negro, de São Paulo, fará a abertura da terceira temporada do BQ(en)cena, no dia 11, no teatro do Centro Empresarial Social e Cultural de Brusque (Cescb), e nos dias 13 e 14, no Teatro Álvaro de Carvalho (Tac), em Florianópolis. A obra é a materialidade cênica e poética que o dramaturgo, ator e diretor Jé Oliveira escolheu para formalizar sua investigação sobre a construção da masculinidade negra periférica. O espetáculo busca uma relação íntima com o público por meio da palavra falada e cantada e, para isso, utiliza-se da construção poética da presença cênica. Paisagens sonoras e imagéticas se materializam por meio do ato de contar, expor, refletir e dialetizar a experiência de ser negro na urbanidade. Em Brusque, a cerimônia de abertura da 3ª temporada do BQ(en)cena inicia às 19 horas e o espetáculo às 19h30, e, em Florianópolis, no dia 13, a cerimônia de abertura começa às 19h30, e a peça às 20 horas; no dia 14, a apresentação serás às 20 horas. Os ingressos estão à venda nas secretarias dos teatros desde o dia 4, a 20 reais e 10 reais (meia entrada).

 

Em cena, o ator Jé Oliveira está acompanhado por cinco músicos - Cássio Martins, DJ Tano, Fernando Alabê, Mauá Martins e Melvin Santhana -, que dão sustentação sonora para as narrativas literárias. A obra se entende como uma peça-show para ser vista, ouvida e sentida.

 

Em um ano, foram entrevistados 12 homens negros de diversas idades e ocupações, com a intenção de verificar alguma unidade nas trajetórias e buscar inspiração para a construção de uma narrativa sobre suas experiências. “Esse espetáculo é uma intenção sobre a vida, é uma afirmação da existência mesmo sob os escombros. Os encontros que tive com cada entrevistado foram de vida que pulsa e espero traduzir um pouco disso na encenação”, comenta Jé Oliveira.

 

A peça é também tributária ao legado dos Racionais MC’s e rendeu a Jé Oliveira a contemplação no 6º Prêmio Questão de Crítica, em 2017. Desde a estreia em 2016, o espetáculo foi apresentado em vários locais do país, entre eles Sesc Pompeia, Festival Internacional de Curitiba, Itaú Cultural, Sesc Copacabana, Sesc Palladium e Escola Livre de Teatro de Santo André. O Coletivo Negro é um grupo de pesquisa cênico-poético-racial que há oito anos se debruça sobre a presença do negro no teatro brasileiro, é formado por Aysha Nascimento, Flávio Rodrigues, Jefferson Mathias, Jé Oliveira, Raphael Garcia e Thaís Dias.

 


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