Folhablu | Setor de tecnologia de Santa Catarina é alvo de investidores


Setor de tecnologia de Santa Catarina é alvo de investidores

Publicado em: 2018-11-05 18:21:27

O número de fusões e aquisições (M&A) deve bater recorde no mercado brasileiro neste ano. Estudos da KPMG mostram que, nos primeiros seis meses de 2018, foram fechadas 20% mais operações do que no mesmo período do ano passado, crescimento impulsionado principalmente por empresas de internet e tecnologia.

 

 

Em Santa Catarina, o cenário não é diferente. Várias transações vem ocorrendo em 2018 sendo que uma das mais relevantes envolveu a Multinacional Cargill, uma das maiores empresas do mundo, e a Agriness, de Florianópolis, que é líder no seu segmento na América Latina. 

 

Agriness foi assessorada pela LKC Capital, empresa de consultoria e assessoria em fusões e aquisições sediada em Santa Catarina, que só em 2018 estima concluir com cinco transações exclusivamente no segmento de TI. A LKC recentemente adquiriu a empresa de consultoria BrightSea Consulting, tornando-se uma das principais empresas de consultoria e assessoria em M&A do Sul do Brasil.

 

Quem também vê o mercado com otimismo são os gestores de investimentos.  Na opinião do sócio da Bzplan, um dos principais fundos de Venture Capital do Sul do Brasil, Marcelo Wolowski, existe um grande potencial em Santa Catarina. “Enquanto investidores, entendemos que podemos trabalhar no Sul porque é uma região empreendedora por natureza, com bom índice de educação e formação acadêmica especializada, o que faz toda a diferença para o desenvolvimento dos negócios”, observa. Segundo Wolowski, o setor de inovação tende a ter alta valorização. Ao se diferenciar no mercado, essas empresas tornam-se alvo de granes players estratégicos. “A tendência é que o setor de tecnologia continue à frente de outros setores quando falamos em fusões e aquisições. O empreendedor moderno já se prepara para uma operação de M&A porque sabe que essa é uma maneira de agregar valor e obter sucesso”, afirma.

 

O ecossistema de tecnologia catarinense já representa 5,6% do Pib do estado, mas é relativamente novo se comparado à indústria tradicional, com apenas 34 anos de vida. O presidente da Acate (Associação Catarinense de Tecnologia), Daniel Leipnitz, lembra que o setor começou a se desenvolver de forma peculiar, com pessoas que vieram para o estado estudar e acabaram empreendendo. Nessas pouco mais de três décadas, o segmento atingiu 2 mil empresas e R$ 6,5 bilhões de faturamento anual só na grande Florianópolis. No estado, são mais de 12 mil empresas e R$ 15,5 bi de faturamento.

 

“Diferentemente de outras regiões do país, onde a inovação é calcada muitas vezes em multinacionais, em Santa Catarina ela é constituída em sua maioria por empresas que são criadas aqui. Desenvolvemos, assim, um ecossistema muito rico em soluções e empresas que resolvem problemas diversos da sociedade”, explica Leipnitz.

 

Para o presidente da Acate, essa é a razão por que os investidores demonstram tanto interesse no estado. “Qualquer ecossistema, para se criar, precisa ter um financiamento, para que as empresas estejam sempre inovando. Em razão disso, hoje o mercado de M&A em Santa Catarina está muito forte. Já temos fundos locais atuando, que totalizam cerca de R$ 280 milhões, mas queremos, em cinco anos, por meio do Acate Investimento, chegar a R$ 1 bilhão de fundos”, aponta.

 

 


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