Folhablu | Criação de sistema integrado de gestão das prefeituras preocupa empresários do setor


Criação de sistema integrado de gestão das prefeituras preocupa empresários do setor

Publicado em: 2018-08-07 16:28:08

Projeto do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina -TCE/SC-, que pretende reunir a base de dados dos 295 municípios catarinenses em um único sistema tem causado apreensão entre as desenvolvedoras de soluções de gestão pública. A estimativa é de que existam mais de 50 empresas no estado oferecendo soluções para o governo. Além de gerar mais de 5 mil empregos diretos, elas respondem por 80% dos sistemas usados por prefeituras brasileiras. “Em Santa Catarina estão as maiores empresas do Brasil na área. Elas trabalharam pesado e se tornaram referência no mercado brasileiro de soluções de gestão municipal”, afirma Daniel Leipnitz, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia - Acate.

 

Para os empresários é compreensível que o TCE queira ter controle em tempo real dos processos das prefeituras. A questão é que esse controle já é possível por meio dos sistemas fornecidos pelas empresas especializadas. Se há necessidade de novos padrões, os empresários estão dispostos a dialogar. Na semana passada, representantes da Acate, do Sindicato das Empresas de Informática da grande Florianópolis (Seinflo) e do Sindicato das Empresas de Processamento de Dados, Software e Serviços Técnicos de Informática do Estado de Santa Catarina (Seprosc) se reuniram com técnicos do TCE para apresentar uma lista de questionamentos sobre o Sistema Integrado de Gestão (Sig), como o órgão batizou sua ideia.

 

A sugestão dos desenvolvedores é de que o TCE crie uma comissão de técnicos experientes na área, atuantes nas prefeituras do estado, para avaliar a proposta do Sig e compará-la com as soluções existentes no mercado. Há um mês, o Seprosc e demais entidades encaminharam um ofício ao órgão pedindo informações. A principal questão levantada pelos empresários do setor é se o TCE pretende estatizar e monopolizar o fornecimento de sistemas de gestão pública aos municípios, câmaras, institutos, fundações e fundos municipais de Santa Catarina. Caso sim, qual o impacto para as empresas especializadas e seus funcionários?

 

Outra preocupação do setor é quem será responsável pela atualização tecnológica do Sig e pelo volume de investimentos nessa área. “Em tecnologia tudo evolui muito rapidamente e requer investimentos constantes para a solução não ficar obsoleta a curto prazo. Acreditamos que há um risco das nossas prefeituras e entidades públicas usarem sistemas de qualidade técnica inferiores aos usados na iniciativa privada, o que não ocorre hoje”, observa Geraldo Otto, presidente do Seinflo. Atualmente, a receita das empresas especializadas na área provém principalmente da prestação de serviços - e não do fornecimento do software. Dentre eles, implantação e customização dos sistemas, suporte técnico e treinamento de novos operadores.

 

Outra questão levantada pelas entidades é sobre quais os serviços que serão oferecidos pelo Sig. Atualmente as empresas catarinenses fabricam e fornecem sistemas que atendem as áreas de Contabilidade, Compras, Licitações, RH/Folha de Pagamento, Arrecadação, Protocolo e Processo Digital, Autoatendimento ao cidadão via internet e outras, todos integrados. Alguns softwares contém workflow e tecnologia Ged, outros se integram a sistemas, inclusive com tecnologia de geoprocessamento.

 

 


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