Folhablu | Como a tecnologia pode contribuir para a inclusão de pessoas com deficiência


Como a tecnologia pode contribuir para a inclusão de pessoas com deficiência

Publicado em: 2018-10-08 18:37:50

 

A tecnologia pode ser um meio de transformação social em vários sentidos, mas nos quesitos acessibilidade e inclusão ela pode ser uma aliada especialmente poderosa. No próximo dia 11 de outubro é celebrado o Dia do Deficiente Físico e a data pode ser uma oportunidade para se pensar na inclusão a partir das soluções tecnológicas e da inserção no mercado de tech.

 

A Softplan, empresa de software de Santa Catarina, por exemplo, vem apostando não só na diversidade do time como na acessibilidade dos softwares. “Fazer software requer muita dedicação, e fazer softwares que sejam acessíveis não é diferente. Mas isso é necessário. A tecnologia pode e precisa ser uma ferramenta de inclusão”, destaca Maurício Sá Peixoto. Graduado em Gestão da Tecnologia da Informação, Maurício é deficiente visual e atua na área de programação da Softplan. Ele trabalha como analista de testes, junto com outros dois profissionais que também têm deficiência visual.

 

Eles atuam para garantir a acessibilidade dos programas desenvolvidos, ou seja, para que qualquer pessoa possa acionar normalmente botões, links por comandos do teclado, ter acesso às imagens por meio de textos alternativos, preencher formulários etc. Para Maurício, “A acessibilidade web precisa ser pensada desde o início do projeto e não como algo adicional que pode ser pensado depois". Ele complementa: "É preciso uma mudança de cultura por parte dos desenvolvedores, designers, gestores de projetos e os demais envolvidos na concepção do produto, para terem a consciência que pessoas com deficiência são usuárias dos sites e que, se os padrões de desenvolvimento web forem seguidos corretamente, a maioria das barreiras de falta de acessibilidade na web estarão resolvidas. Acessibilidade não é um favor e nem opcional, estando prevista, inclusive, na lei".

 

Para ele, a maior acessibilidade e a maior a inclusão passam também pela diversidade dos times de colaboradores das empresas. “Aqui na nossa equipe, estamos sempre buscando a inclusão, mostrando a importância de se ter uma equipe diversa e que respeite as diferenças”, conclui o colaborador da Softplan.

 

Na HostGator, um dos principais provedores de hospedagem de sites e outros serviços relacionados à presença online do mundo, há uma preocupação em oferecer igualdade de oportunidades. Todas as vagas na empresa são abertas a profissionais sem distinções, PCDs ou não, e todo o espaço físico da sede da empresa na América Latina, em Florianópolis, foi pensado na acessibilidade. Além disso, a empresa realiza treinamento técnico direcionado para os portadores com deficiência auditiva, para facilitar a integração aos processos da empresa. Há também um canal aberto para os profissionais compartilharem suas experiências e tirarem dúvidas, especialmente no período de experiência na empresa.

 

A Ahgora, empresa dedicada ao desenvolvimento de aplicações para aumentar a eficiência operacional das organizações, também busca oferecer igualdade de oportunidades. No momento, são três pessoas com deficiência na empresa e a expectativa é aumentar ainda mais esse time nos próximos meses, já que as vagas são direcionadas a todos os públicos. Lucas Alves, que tem perda auditiva moderada, atua como auxiliar de produção na Ahgora. Ele acredita que o setor de tecnologia pode ser um bom caminho para a inserção de todos no mercado de trabalho. "A área de tecnologia oferece bastante oportunidade de emprego e traz a chance de ocupar uma boa posição no mercado", destaca o estudante de Engenharia Eletrônica.

 

Giovanna encontrou nos games uma saída para se exercitar. “Já que não posso praticar esportes como os outros, minha atenção se volta mais para os games, que exercitam meu cérebro e me divertem também”, conta a jovem, que tem uma leve deficiência na perna. A estudante de 16 anos sempre gostou de jogos. Quando conheceu o Comitê para Democratização da Informática (CPDI) percebeu a oportunidade de aprender a desenvolver, e sair do papel de jogadora para o de produtora. Foi assim que começou o curso Aprendendo a Programar e, em dois meses, desenvolveu dois jogos diferentes. “Algumas vezes até pensei em desistir, porque era um desafio pra mim, mas vi como o curso dava resultado e como há mercado de trabalho na área, e fui em frente”. A jovem finaliza dizendo que agora, sempre que joga um game, tenta entender como ele foi feito.

 

 


Folhablu

Fones: (47) 3232 7154 | 99210 7635
Redação Brasil: webmaster@folhablu.com.br | Redação Santa Catarina: blumenau@folhablu.com.br | Comercial: comercial@folhablu.com.br | Financeiro: financeiro@folhablu.com.br
Skype: folhablu | WhatsApp: (47) 99210 7635
Blumenau - SC
Todos os direitos reservados