Folhablu | everis e Adeva firmam parceria para promover inclusão social em TI


everis e Adeva firmam parceria para promover inclusão social em TI

Publicado em: 2018-04-01 11:42:47

A everis, multinacional de consultoria que oferece soluções de estratégia e de negócios, integrante do grupo NTT Data, e uma das dez maiores empresas mundiais de serviços de TI, acaba de firmar parceria com a Associação de Deficientes Visuais e Amigos (Adeva) para oferecer às empresas soluções para adequar seus sites à legislação de acessibilidade.

 

Este trabalho é efetuado em duas fases distintas. Na primeira, a everis coordena a execução de um subconjunto de testes de usabilidade, para garantir que a aplicação está acessível da forma mais amigável possível, para pessoas com deficiência, incluindo as limitações de audição, visão, idade avançada, entre outras. São utilizados softwares de inspeção de acessibilidade para validar diversos itens até se chegar ao nível de qualidade desejado.

 

Esses testes seguem as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.0, com um vasto conjunto de recomendações para tornar o conteúdo web mais acessível. Os critérios de sucesso das WCAG 2.0 são escritos sob a forma de declarações testáveis, que não dependem de uma tecnologia específica, o que possibilita a definição do processo de certificação em qualquer tecnologia web.

 

Na segunda fase, entram em ação as pessoas com deficiência visual, devidamente treinadas pela Adeva e pela everis, para realizar os testes, em conjunto com os analistas da everis.

 

O objetivo dessa equipe híbrida é permitir que a experiência dos usuários finais seja avalizada por profissionais que entendem a necessidade de acessibilidade em toda sua amplitude, tornando-a mais próxima possível da realidade. As pessoas com deficiência visual utilizam softwares leitores de telas para realizar os testes nas aplicações e os analistas acompanham esse processo, efetuando a interface com a equipe de desenvolvimento, responsável pela correção dos defeitos encontrados. A partir daí, são feitos novos testes, até o site atingir o nível requerido de acessibilidade.

 

Para Roberto Fonseca, gerente-executivo de Testes e Qualidade de TI da everis, seguir as diretrizes de acessibilidade melhora a usabilidade do software como um todo, o que ajuda também os usuários que não têm nenhum tipo de deficiência. “Durante o nosso processo de certificação, as ferramentas de análise estática (código) e de apoio dos profissionais com deficiência são fundamentais, não apenas para garantir a qualidade, como também para a viabilidade dos testes”, avalia.

 

“Por isso, essa parceria com a Adeva tem grande relevância para a everis, pois passamos a contar com profissionais qualificados e treinados para executar todos os testes exigidos pela legislação, sob o ponto de vista do usuário final que tem algum tipo de deficiência”, completa Fonseca.

 

O executivo lembra, ainda, que agências governamentais em todo o mundo estão definindo e aplicando legislações relativas à acessibilidade para pessoas com deficiência, as quais determinam que os softwares e aplicações de TI devem atender às necessidades desse grupo. O não cumprimento das novas regras pode trazer consequências que vão desde potenciais processos judiciais até o impacto negativo na imagem da empresa, com a possível queda em seu faturamento.

 

Nesse sentido, Markiano Charan Filho, diretor-presidente da Adeva, afirma que, infelizmente, a grande maioria das empresas e mesmo o poder público no Brasil ainda não têm seus sites adequados, para que pessoas com deficiência possam acessar e navegar sem ajuda.

 

“Essa parceria com a everis vem reforçar o trabalho que temos desenvolvido ao longo de anos, visando sempre à inclusão social das pessoas com deficiência. Estamos fornecendo mão de obra especializada e qualificada para executar esse importante trabalho para os clientes da everis, tanto na avaliação de sites quanto de aplicativos em plataformas móveis”, explica Charan Filho.

 

Para ele, qualquer ação que venha a tornar a acessibilidade uma realidade é valida. “É preciso propiciar a inclusão da pessoa com deficiência, aproximá-la do que ela precisa, sobretudo porque essa pessoa é, acima de tudo, uma consumidora. Se o produto de uma empresa não está acessível, além de não cumprir a lei, essa empresa perderá muitos potenciais clientes”, finaliza.

 

 


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