Folhablu | Em reunião da Frente Parlamentar Têxtil, Dalírio reitera urgência na aprovação de reformas


Em reunião da Frente Parlamentar Têxtil, Dalírio reitera urgência na aprovação de reformas

Publicado em: 2018-04-02 16:00:26

Coordenador da Frente Parlamentar Mista José Alencar pelo Desenvolvimento da Indústria Têxtil e da Confecção no Senado Federal, o senador Dalirio Beber (PSDB-SC) reiterou a responsabilidade do Congresso Nacional, com a aprovação das reformas estruturantes e da pauta macro e microeconômica, em encontro realizado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

 

“Reitero neste encontro de trabalho, a defesa da pauta legislativa do setor, que, apesar da grave crise econômica, é ainda um dos setores da economia brasileira que mais gera empregos, gerando um total de 1,5 milhão de empregos diretos no Brasil, com faturamento de R$ 144 bilhões, o que totaliza R$ 16 bilhões em arrecadação de impostos”, destacou.

 

Para o senador Dalirio, são números que, sem dúvida, animam o setor, diante de um cenário da economia que volta a dar sinais, ainda que tímidos de recuperação, mas que também podem e devem ser muito melhores, principalmente da recuperação das milhões de vagas de trabalho perdidas.

 

“Conhecemos bem o setor têxtil, sabemos da sua importância, em especial nós de Santa Catarina, do Vale do Itajaí, justamente por este alto nível de empregabilidade, sobretudo, na questão da mão de obra feminina, que corresponde a 75% do total de empregos gerados. Ou seja, além de ser uma forte vocação de trabalho no Brasil e ter uma vocação histórica no nosso estado, também demonstra o 'empoderamento' da mulher neste importante setor da economia”, completou Dalirio.

 

O presidente da Abit, Fernando Pimentel, lembrou as dificuldades do segmento, como burocracia tributária, a taxa real de juros e o spread bancário. Também informou que a projeção para a importação de vestuário de países asiáticos em 2018 é calculada em 1,25 bilhão de peças, o que representa a perda de 240 mil postos de trabalho no Brasil. “Isso vai nos impor um grande desafio”, considerou.

 

O encontro foi uma oportunidade de ouvir todos e principalmente a Abit, com o objetivo principal de unir forças para que o setor têxtil responda ainda mais, e com maior celeridade, às graves consequências da crise econômica, a fim de consolidar a competitividade da indústria nacional.

 

“Para isso, temos o dever aqui, de fazer a lição de casa, revendo a nossa carga tributária, a balança comercial e aprovando a pauta macro e microeconômica, além das reformas urgentes para o desenvolvimento sustentável da economia brasileira. Neste sentido, no Senado Federal, aprovamos o Cadastro Positivo, projeto de minha autoria e relatoria do senador Armando Monteiro, que tem como objetivo gerar crédito mais barato, acessível e de melhor qualidade para os brasileiros, o que impulsionará a economia brasileira”, concluiu o senador Dalirio.

 

O encontro com a Frente Parlamentar Mista para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção, liderado pela Abit, aconteceu na quarta-feira, dia 7, na Câmara Federal, e contou com a presença do coordenador da Frente na Câmara, deputado Vanderlei Macris; do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge de Lima; parlamentares; além de representantes do setor de todo país.

 

Na mesma quarta-feira, no fim da tarde, o senador Dalirio Beber acompanhou o presidente da Abit, Fernando Pimentel, ao Ministério da Fazenda, onde foram recebidos pelo assessor especial do ministro Henrique Meirelles, Bruno Travassos, e sua equipe técnica. O objetivo do encontro foi levar ao conhecimento da pasta os principais entraves legais e burocráticos para o desenvolvimento e competitividade do setor têxtil.

 

O setor têxtil e de confecção do Brasil está entre os cinco maiores do planeta, empregando cerca de 1,5 milhão de pessoas, diretamente, distribuídas em todo o território nacional, com faturamento da ordem de R$ 144 bilhões, em 2017, dos quais em torno de R$ 3,3 bilhões em exportações. Some-se a isso os investimentos na faixa de US$ 2 bilhões (desembolsos do BNDES e importações de máquinas e equipamentos) por ano, nos últimos 5 anos. A Abit estima que a indústria têxtil e de confecção pagou, somente em 2017, cerca de R$ 20 bilhões em salários e contribuiu para as contas federais com mais de R$ 16 bilhões, em tributos administrados pela União.

 

 


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