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Somos Todos Victor Hering declara apoio a Napoleão Bernardes

Publicado em: 2016-10-12 00:49:45

As eleições municipais de 2016 chegaram aos bancos escolares. A comissão Somos Todos Victor Hering declarou apoio à candidatura de Napoleão Bernardes e Mário Hildebrandt à Prefeitura de Blumenau. A Somos Todos Victor Hering, desde março, defende a escola da ameaça de extinção por parte do governo do estado.

 

Julgando uma vitória de Jean Kuhlmann, candidato do PSD - mesmo partido do governador Raimundo Colombo -, uma nova ameça à escola, a comissão decidiu por declarar apoio à candidatura do atual prefeito Napoleão Bernardes, que tem na figura de seu vice, Mário Hildebrandt, o único político que desde o início do imbróglio levantou a bandeira de defesa do Victor Hering. Como presidente da Câmara de Vereadores, Hildebrandt passou a denunciar a manobra do governo do estado em todas as sessões do Legislativo.

 

Desde 2012, a EEB Victor Hering, escola tradicional do bairro Vila Nova com mais de 50 anos de existência, foi obrigada pelo governo do estado a dividir suas instalações com a EEM Elza Pacheco, escola criada em 1984 sem jamais ter tido uma sede própria. Em dezembro, o secretário de Educação estadual, o blumenauense Eduardo Deschamps, decidiu não abrir turmas de primeira série no Victor Hering alegando uma não comprovada baixa demanda. Era o primeiro sinal de que algo de errado acontecia nos bastidores. Em março, Deschamps anunciou uma pretensa unificação entre Victor Hering e Elza Pacheco. Pretensa porque ao Victor Hering, na prática, caberia apenas ceder o espaço para a estrutura de ensino do Elza Pacheco. Com a não abertura da primeira série neste ano, o processo de extinção gradativa estava iniciado.

 

Ainda em março, foi criada a comissão Somos Todos Victor Hering, formada por pais de alunos, ex-alunos, ex-diretores, ex-professores e membros da comunidade, tentando reverter a situação. Com isso, entre uma série de ações, iniciou-se também uma busca de apoio junto à classe política da cidade. Entre os políticos procurados, estavam três blumenauenses do partido do governo do estado: Jean Kuhlmann, Ismael dos Santos e João Paulo Kleinubing. Apesar das promessas de apoio, de pressão a Eduardo Deschamps e até mesmo ao governador Raimundo Colombo, nada de concreto foi conquistado e nenhuma palavra pública de apoio foi proferida para além das paredes de seus gabinetes e escritórios. Apenas uma voz se levantou contra a decisão autoritária do governo do estado. E ela foi ouvida dentro da Câmara de Vereadores de Blumenau, quando seu presidente, Mário Hildebrandt, do PSB, se uniu ao clamor da comunidade do bairro Vila Nova. Hildebrandt passou a cobrar o governo do estado em todas as sessões da Câmara. As ações do vereador serviram para alertar a população sobre a manobra do governo estadual, já que o Legislativo municipal não tem qualquer poder de cobrança ou fiscalização sobre o Executivo estadual. Funcionou. Junto a uma série de ações da comissão Somos Todos Victor Hering, os pronunciamentos de Mário Hildebrandt ajudaram a fazer com o que a Secretaria da Educação estadual recuasse e anunciasse em maio a suspensão do processo de unificação.

 

A suspensão da unificação não resolve o problema de nenhuma das duas escolas. Elza Pacheco e Victor Hering continuam a dividir entre si um espaço onde apenas uma delas cabe. Nada de ser anunciada uma sede definitiva e própria para o Elza Pacheco, uma das reivindicações da Somos Todos Victor Hering.

 

O governo do estado tem dado seguidas indicações de que busca uma solução mais barata: a malfadada unificação. A comissão que defende o Victor Hering e luta contra essa prática vê na eleição de Jean Kuhlmann uma possível porta aberta para a retomada do processo. Para seus membros, como prefeito, Kuhlmann poderá assumir a responsabilidade pela distribuição dos alunos do Victor Hering entre as escolas municipais e abrir caminho para que o estado finalmente premie o Elza Pacheco com uma sede "própria". Prontinha e baratinha, como lhe convém.

 

O candidato do PSD, Jean Kuhlmann, em nenhum momento admite a prática temida pela Somos Todos Victor Hering. Em recente encontro para discutir as propostas para a educação dos candidatos a prefeito, realizado no próprio Victor Hering, Kuhlmann voltou a afirmar que é a favor da manutenção das duas escolas. Cada uma com sua sede. Jean afirmou ainda que como prefeito terá mais força para cobrar do governador uma solução que contemple as duas escolas. Seria mesmo irônico ver o homem que promete cinco mil vagas em creches do município ajudando a fechar cerca de 500 outras do ensino fundamental, não?

 

Por Fábio Souza

 


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