Folhablu | Em entrevista, Hilary Swank fala sobre suas descobertas em viagem à Etiópia


Em entrevista, Hilary Swank fala sobre suas descobertas em viagem à Etiópia

Publicado em: 2013-03-07 11:29:10

A consagrada atriz Hilary Swank engajou-se recentemente à campanha da Montblac, em parceria com o Unicef, Signature For Good. A campanha se propõe a levantar fundos para o Unicef manter seus programas educacionais no Terceiro Mundo. Em outubro, a atriz esteve na Etiópia conhecendo in loco a revolução educacional proposta por Montblanc e Unicef. Na entrevista a seguir, a atriz fala sobre a campanha, sua participação e ainda sobre suas descobertas na viagem à Etiópia.

O que você pode compartilhar sobre a parceria Montblanc-Unicef?

Hilary Swank: O que me impressionou na parceria da Montblanc com o Unicef foi a crença compartilhada na importância da educação de qualidade para todas as crianças, independentemente da sua situação e local de residência. Vi pessoalmente, na Etiópia, como Montblanc é tão comprometida com esta questão e como os programas do Unicef estão fazendo a diferença. Também foi muito tocante para mim, saber que este compromisso não é de curto prazo. Eles têm trabalhado muito próximos com a organização há cerca de uma década e estão comprometidos em fazer isto de modo duradouro, porque quando se começa neste tipo de trabalho, este é o único caminho que você realmente pode seguir para alcançar um impacto e o fim do ciclo de pobreza.

Por que a educação é tão importante e como influenciou a sua vida?

Hilary: Conhecimento é poder. Estar apto a ler e escrever é o primeiro passo para sair da pobreza. Isto nos define para o sucesso, capacitando-nos a enfrentar os desafios da vida: desde nos dar um abrigo até contribuir para o bem-estar de nossas famílias e comunidades. Como seres humanos, nós carregamos as marcas de tudo o que aprendemos na infância, assim, quanto mais aprendermos, melhor equipados estaremos para nos tornar bem-sucedidos, autoconfiantes e sermos considerados seres humanos. Isto leva uma organização como o Unicef e o apoio de uma marca como Montblanc a tornar a educação acessível a mais e mais crianças. Dar às crianças a oportunidade de aprender é tudo. Quando somos crianças, nós apenas recebemos a informação que nos é dada, sem realmente compreender o impacto que ela terá mais tarde em nossas vidas. Após uma viagem como esta, eu agradeci por ter tido a oportunidade de me beneficiar com a escola e pensei nos professores que fizeram a diferença para mim e criaram em mim o apetite de me manter aprendendo durante toda a vida. Lecionar é o trabalho mais importante do mundo, e sem as ferramentas que me foram dadas eu não estaria aqui hoje. Eu certamente não teria isto como garantia.

Mudou sua percepção após a visita à Etiópia com Montblanc e Unicef?

Hilary: Eu conhecia o trabalho do Unicef e sabia quanto era importante, mas não tinha noção da extensão das mudanças que ocorrem no campo. O impacto que estes programas educacionais estão tendo é impressionante. Você realmente tem que ter tempo para ver estes programas de perto, pessoalmente, para ter a dimensão exata do poder da mudança e

do efeito sobre todos e em cada uma das vidas tocadas pelo Unicef. Todos nós vemos notícias sobre crises em lugares distantes que podem ser, às vezes, difíceis de relacionar. Mas vendo todas estas coisas de perto, falando com o pessoal do Unicef e as crianças, eu realmente posso dizer que nós temos o compromisso de ajudar e não fechar os olhos para estas situações difíceis. Isto é algo que a equipe da Montblanc experimentou nesta viagem e eu sei que os motiva a continuar fazendo mais. Montblanc colabora para facilitar estes programas e continua a despertar a sensibilidade para o trabalho que ainda deve ser feito para ajudar estes jovens.

O que você aprendeu com a viagem à Etiópia que mais te impressionou?

Hilary: Muito está sendo feito, mas há muito ainda a fazer para vermos o fim do analfabetismo e o fim da mortalidade infantil nesta parte do mundo. Na última década, a taxa de mortalidade infantil caiu pela metade. O progresso é certamente gratificante, mas não é a razão para parar de lutar. Eu fiquei particularmente tocada com o programa educacional Child-to-Child, um programa especial em que estudantes mais velhos são monitores de um pequeno grupo de crianças em idade pré-escolar ao voltar para as suas comunidades, ensinando-os a ler e escrever através de jogos interativos. As crianças começam a escola primária com um mínimo de preparo e são menos propensas a deixar a escola. Estes jovens desenvolvem um incrível desejo de serem ajudados, de modo que ajudam os outros quando voltam para suas comunidades. Eu fiquei profundamente impressionada com a mãe de um professor do Child-to-Child que ofereceu metade da sua pequena cabana, sua casa, para que as crianças tivessem espaço para receber as aulas. Convencer os pais que é importante para as crianças aprender a ler e a escrever é a parte mais significativa, porque os pais precisam que as crianças trabalhem, esta força de trabalho é essencial para a sobrevivência de toda a família. Também fiquei impressionada com os programas sanitários do Unicef, relacionados à água e higiene, que melhoram o fornecimento de água potável e as condições sanitárias em escolas e comunidades, e promovem práticas saudáveis de higiene tendo, por exemplo, banheiros separados para meninos e meninas. Eu também aprendi muito sobre a filosofia da Montblanc que “ajudar os outros dá ao sucesso o seu verdadeiro sentido”. Em outras palavras, sucesso não é gratificante a menos que você possa devolvê-lo onde ele importa e faz a diferença.

Qual será a lembrança mais inesquecível desta visita?

Hilary: Eu sempre me lembrarei com entusiasmo e carinho das crianças, mas também da determinação e dedicação do pessoal do Unicef no campo. Uma lembrança especial é das crianças que faziam parte do Clube do Gênero, um grupo educacional que promove a igualdade de gênero entre meninos e meninas, mostrando-lhes o que fazer se eles forem abusados, violados de alguma forma e quais os seus direitos. Isto capacita as crianças a descobrir como chegar à escola, encontrar o poço de água mais próximo. É uma questão de pensar junto para encontrar soluções para os seus desafios diários. É inspirador para mim, ver jovens ajudando outros com estes programas, lutando para melhorar não somente sua própria situação, mas ajudando outros ao redor a desfrutar de uma vida melhor. Estas crianças foram tão especiais para mim que eu carregarei o espírito e o sorriso delas para sempre em meu coração.

Escrever à mão parece ser cada dia menos comum no mundo desenvolvido. Você se preocupa com isto?

Hilary: Nossa sociedade confia demais em e-mails, mensagens de texto e outras formas de comunicação digital, embora a palavra escrita possa ser muito mais significativa. A escrita à mão é única e pessoal para cada um de nós, e isto adiciona um toque especial às mensagens que compartilhamos. Montblanc faz um trabalho maravilhoso ao nos lembrar que escrever à mão pode ser uma experiência única, particularmente se você tem o instrumento certo para expressar seus pensamentos e emoções. Pode me chamar de “fora de moda”, mas eu amo receber bilhetes manuscritos de um amigo ou ente querido.

Qual instrumento de escrita Montblanc você prefere usar?

Hilary: Neste momento é a caneta-tinteiro Signature for Good. Ela me lembra que educação não é para ser deixada de lado.

Você parece muito à vontade com as crianças da Etiópia.

Hilary: Tenho a sorte de viajar extensivamente e já trabalhei com muitas crianças, então sei comunicar com elas, apesar das barreiras do idioma. Entretanto, encontrar crianças na situação das crianças etíopes pode ser esmagador às vezes. O que nunca deixa de me surpreender é a curiosidade que vem das crianças e o desejo delas de aprender, apesar dos desafios que a vida pode impor a elas. Elas abraçam você com carinho e ficam amigas com tanta facilidade. Isto prova que a bondade é uma linguagem universal. Passar um tempo com estas crianças é uma experiência de humildade, mas também de inspiração. Elas são extraordinárias e merecem uma chance de lutar.

Você interpretou uma professora nas telas em Freedom Writers. Isto lhe deu maior compreensão do que estava acontecendo em campo na Etiópia?

Hilary: Freedom Writers foi um contexto muito diferente da Etiópia, baseado em uma escola secundária problemática da Califórnia. Vivendo o papel de uma professora nova e idealista, eu aprendi tudo sobre os desafios do ensino da tolerância e o trabalho difícil que é ensinar para alunos que estão fechados à ideia de aprender. Isto me mostrou que educação é paixão, dedicação e determinação para abrir os olhos dos estudantes aos benefícios do conhecimento. Uma semelhança é a verdade universal que, dada a oportunidade e os recursos corretos, todos os jovens são como esponjas, eles absorvem toda a informação que você lhes der. Eles têm fome de aprender, mas devem ser dadas a oportunidade e as ferramentas adequadas para alcançarem o seu potencial.

Algum outro ponto que gostaria de dividir sobre a sua experiência na Etiópia?

Hilary: Quando viajo para novos países e entro em contato com as pessoas que encontro, eu sempre abraço as suas tradições, valores e histórias. No fim do dia, todos nós somos seres humanos em uma viagem pela vida, e solidariedade entre nós é essencial.


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