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Solidariedade: um caminho para a paz

Publicado em: 2018-02-18 03:43:04

A paz desarmada jamais resultará apenas dos acordos políticos, todavia, igualmente, de uma profunda sublimação do espírito religioso. Como grandes feitos muitas vezes têm suas raízes em iniciativas simples, mas práticas e verdadeiras, de gente que, com toda a coragem, partiu da teoria para a ação, com a força da autoridade de seus atos universalmente reconhecidos, valhamo-nos deste ensinamento de Abraham Lincoln (1809-1865): “Quando pratico o bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião”. Ora, ninguém nunca poderá chamar o velho Abe de incréu...

 

Dinheiro e fama podem tornar-se um pesado fardo para o ser humano. Dificilmente trazem felicidade. A não ser à medida que correspondam a benefícios promovidos em favor do coletivo. Eis um caminho para a paz entre aqueles que tudo têm e os que necessitam de auxílio: solidariedade.

 

Quando você compreende o sentido da renúncia, aprende a amar. É nesse momento que a felicidade genuinamente se apossa do seu coração. Lição do Bhagavad-Gita: “Conhece a paz quem esqueceu o desejo”.

 

Pensamento firmado na paz

 

Transformações perenes com frequência surgem nos instantes de grande agitação histórica. Os tenazes crescem em tempos de refrega. Se o fizerem com o pensamento firmado na paz, o efeito de seus esforços marcará sua passagem pela Terra com o sinete da luz. O ilustre médico brasileiro doutor Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (1831-1900) ensinava que, “se aspiramos transmitir a paz, se queremos elevar o coração da criatura, não podemos prescindir, em nossas vidas, de uma profunda e radical mudança na busca do fortalecimento da fé e do entendimento dela”.

 

O efeito da justiça será a paz

 

Os povos geralmente conseguem sobreviver às maiores confusões que lhes atravessam o caminho. É muito boa essa teimosia, esse bom senso de tanta gente que fundamenta as suas ações na coragem, como também no amor, no bem, na solidariedade, na fraternidade e na razão esclarecida pelo raciocínio iluminado por Deus. No entanto, nunca no fanatismo.

 

Tamanho denodo é que tem feito a humanidade subsistir a tanta loucura. A seguinte lição de Isaías, no seu livro do Antigo Testamento da Bíblia Sagrada (32:17), referenda essa realidade quando afirma: “O fruto da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre”.

 

Por José de Paiva Netto

Jornalista, radialista e escritor

paivanetto@lbv.org.br

 

 


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