Folhablu | O comunismo deixou de representar ameaça ao Ocidente?


O comunismo deixou de representar ameaça ao Ocidente?

Publicado em: 2017-11-09 14:56:35

Nesta centena de anos transcorridos desde a eclosão da Revolução Comunista na Rússia, muito sangue correu e muitos embustes também. Um dos mais fragorosos foi a Perestroika - política inaugurada por Mikhail Gorbachev em 1986 e definida como “abertura” ou “reestruturação” do comunismo.

 

De fato, a Perestroika visava provocar no Ocidente uma distensão em relação ao regime comunista russo, obtendo assim uma desmobilização psicológica dos anticomunistas. Muitos ingênuos caíram nessa armadilha afirmando que “com Gorbachev o comunismo tinha morrido”. Na realidade, como deixa entrever o atual mandatário russo e ex-agente da KGB, Vladimir Putin, o comunismo estava se metamorfoseando.

 

Eis a tal respeito o trecho final de uma colaboração de Plínio Corrêa de Oliveira para o Diario Las Américas, de Miami, em 14 de maio de 1992.

 

“Os espíritos mais atilados sempre olharam com desconfiança a Perestroika, receando que ela contivesse em seu bojo uma jogada soez do comunismo.

 

Hoje a opinião pública do Ocidente vai lentamente se precatando de que os verdadeiros fins da Perestroika eram na realidade obscuros. Talvez não esteja longe o dia em que a autenticidade discutível da retração do comunismo revele que esta não foi senão uma metamorfose, e que da larva decomposta sai voando a “linda” borboleta da autogestão... Autogestão esta que todos os teóricos e líderes máximos do comunismo, desde Marx e Engels até Gorbachev, sempre apresentaram como a versão extrema e cabal do comunismo, a quintessência dele. No preâmbulo da Constituição soviética, tal estava afirmado com todas as letras. O comunismo, aparentemente derrocado, se teria assim disseminado por todo o mundo.

 

Neste ponto, sim, se confirmariam as profecias de Fátima, que advertem: se os homens não se emendarem, a Rússia espalhará os seus erros pelo mundo!

 

Importa, pois, em alto grau, interpretar a mensagem de Fátima de forma autêntica, para que os espíritos se mantenham lúcidos, vigilantes e corajosos diante de acontecimentos extraordinários que possam advir, lançando a humanidade na perplexidade e na aflição.

 

Para os que têm fé, ressoarão sempre aos seus ouvidos as palavras de Nossa Senhora em Fátima: Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”.

 

Por Paulo Roberto Campos

Jornalista

 


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