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Ludopedagogia e a geração Alpha

Publicado em: 2018-05-03 17:51:22

Talvez o termo ainda não seja muito familiar ao seu vocabulário. Mas o que ele caracteriza com certeza é. Basta um olhar atento à rotina de crianças para perceber que o uso da tecnologia já se tornou um hábito diário. A geração Alpha é composta por crianças nascidas depois de 2010, que convivem diariamente com diversas tecnologias, recebendo estímulos e informações em uma quantidade muito maior do que qualquer outra geração. Os dedinhos ainda minúsculos passam pelas telas com uma facilidade impressionante. Muitos bebês mal sabem andar e já administram um tablet ou smartphone, escolhendo o próximo desenho.

 

E essa nova geração, considerada por muitos especialistas extremamente criativa e dinâmica, não só “nasceu sabendo” dominar as tecnologias como já não se adapta mais aos métodos tradicionais de ensino. Para as instituições, professores e também os pais, representam um grande desafio. Afinal, como ensinar através dos métodos comuns, lições para aqueles que já não se encaixam no modelo de ensino que há mais de um século vem sendo aplicado?

 

Outro ponto é sobre as habilidades que estas crianças precisam aprender e desenvolver hoje para se tornarem os futuros profissionais no mercado de trabalho. Sem contar que boa parte das funções sequer existem nos nossos dias.

 

Neste contexto é a ludopedagogia que traz uma nova visão para o processo de aprendizagem, que não acontece apenas na sala de aula. Para os Alphas, aprender precisa ser significativo, interativo e dinâmico. Para isso acontecer, a melhor forma é utilizar uma linguagem natural das crianças, que é o ato de brincar, por isso, o conceito de unir o universo lúdico com o ensino pedagógico é cada vez mais estudado.

 

O brincar por si só não é ludopedagogia, mas sim brincadeiras com intenção pedagógica explorando os mais diversos assuntos, como matemática, ciências, linguagens, além de habilidades, como concentração, atenção, raciocínio, criatividade, coordenação motora, entre outros.

 

Aprender enquanto brinca é não só divertido, como eficaz. A criança pertence ao universo lúdico e as oportunidades de aprendizagem incluídas neste meio serão mais facilmente consolidadas. E por que não destacar, em meio a rotina escolar, games tecnológicos? Quando desenvolvidos especificamente para este fim, eles se tornam grandes aliados e tendem a transformar a rotina maçante em um momento mais interessante e de fixação de conteúdo para os pequenos.

 

Para os nascidos a partir de 2010, a palavra estímulo é uma constante. Dos primeiros meses ao ingresso no ensino regular, o fluxo de informações e oportunidades de aprendizagem são quase infinitas. Resta ao professor, a escola e aos pais buscar novos meios de trabalhar com a geração Alpha na educação. E a ludopedagogia é um trunfo infalível.

 

Criada em 2013 em Blumenau, a startup Playmove nasceu a partir da união de dois empreendedores das áreas de tecnologia e brinquedos educativos. O negócio deu origem a primeira mesa digital com jogos educativos do Brasil, a PlayTable. Foram três anos de pesquisa até que o dispositivo chegasse ao mercado. Em 2016 a startup recebeu menção honrosa na categoria Negócio de Impacto Social do Prêmio Empreendedor de Sucesso.

 

Por: Cristiano Sieves

Gestor especialista em Ludopedagogia da Playmove

 

 


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