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Jesus derrotou a dor

Publicado em: 2018-02-20 15:15:09

 

Em meu livro Jesus, a Dor e a Origem de Sua Autoridade - O Poder do Cristo em Nós, apresento-lhes extensa dissertação sobre a dor e a partir do extraordinário exemplo do Cristo, a capacidade de vencê-la; portanto, não para a derrota nossa no desânimo, mas visando à vitória, visto que os tenho capacitado para pegar até do tormento e, com ele, alavancar a coragem.

 

Por oportuno, destaco hoje aqui o seguinte trecho:

 

Por meio dela, a dor, o Cristo alcançou também Sua divina autoridade. E não se esquivou de Seu infortúnio nem foi derrotado por ele no supremo sacrifício da tortura e da crucificação:

 

- Pai, todas as coisas Vos são possíveis. Afasta de mim este cálice. Contudo, se for da Vossa vontade, que se faça de acordo com ela, e não com a minha (Evangelho, segundo Marcos, 14:36).

 

Sobre o desprendimento do Cristo e a entrega Dele à vontade do Pai Celeste, assim declarou, em entrevista à Super Rede Boa Vontade de Comunicação (rádio, TV e internet), o professor doutor Ricardo Mário Gonçalves, livre-docente em História Social pela Universidade de São Paulo (Usp) e missionário budista da Verdadeira Escola Terra Pura, ordem japonesa fundada no século 13, pelo mestre Shinran (1173-1263):

 

- Para o budismo, a principal experiência do ser humano a ser vivenciada seria uma experiência de esvaziamento do ego, de despojamento. Temos aqui um texto básico do apóstolo Paulo com esse conceito. É a Epístola aos Filipenses, 2:6 a 8. Falando de Jesus, o apóstolo Paulo diz o seguinte: “Ele tinha condição divina e não considerou que o ser igual a Deus era algo a que se devia apegar ciosamente, mas esvaziou-se a si mesmo e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em forma humana, humilhou-se ainda mais e foi obediente até à morte, e morte de cruz!” O termo central dessa passagem é o esvaziamento. No texto grego, encontramos a forma ekenosen, que vem do verbo kenou, que significa esvaziar, esvaziamento, despojamento. Então, em torno dessa noção, estamos num terreno que é comum ao cristianismo e ao budismo. Eu diria que nesse texto o apóstolo Paulo apresenta Jesus como um modelo de despojamento a ser seguido por nós.

 

É do Educador Celeste o ensinamento basilar que exemplificou Sua condição una com Deus:

 

- (...) antes, o maior entre vós seja como o menor; e quem governa, como quem serve (Evangelho, segundo Lucas, 22:26).

 

Esta é a política de Deus, exercida pela autoridade do Mestre Jesus: o verdadeiro político é aquele que serve e que não se serve. Quantos exemplos existirão hoje no mundo?

 

Como vimos, Jesus privou-se da própria vontade em benefício do semelhante, mas não deixou de pregar a doutrina que trouxe do Pai Celestial:

 

- Mas, em qualquer cidade em que entrardes e não vos receberem, saindo por suas ruas, dizei: “Até o pó que da vossa cidade se nos pegou aos pés sacudimos sobre vós. Sabei, contudo, isto: já vos é chegado o Reino de Deus”.

 

Jesus (Lucas, 10:10 e 11)

 

Entenderam?

 

Em minha obra A Missão dos Setenta e o Lobo Invisível, ressalto que - mesmo não tendo sido aceita pela “cidade” a palavra de Jesus - de forma alguma podemos deixar de proclamar o que viemos fazer por vontade do Criador.

 

Jesus persistiu além do “fim”, pois ressuscitou e garantiu:

 

- Na vossa perseverança, salvareis as vossas almas (Boa Nova, consoante Lucas, 21:19).

 

Em face desse pujante exemplo de dedicação ao próximo, o missionário de Deus precisa compreender a dor como instrumento de vitória ante o céu, para possuir o poder de reformar a Terra. Afinal, o bom trabalhador, ao integrar-se em Deus, recebe, por merecimento pessoal, a iluminação da autoridade do Cristo, a fim de transformar seres terrestres e seres espirituais.

 

- (...) Porque vós sois o templo do Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo (Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios, 6:16).

 

Por José de Paiva Netto

Jornalista, radialista e escritor

paivanetto@lbv.org.br

 

 


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