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Eficiência do gasto público

Publicado em: 2018-07-12 14:35:18

Ninguém discute a importância do setor público digitalizar seus processos para garantir mais eficiência ao gasto público e um melhor atendimento ao cidadão. Pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid) mostra que um processo presencial custa até 40 vezes mais aos governos locais do que se feitos em plataforma digitais. Quanto à demora na resposta, os sistemas digitais levam até 74% menos tempo para concluir a tarefa. A questão mais urgente no momento é fazer com que a administração pública compre bem, ou seja, escolha a tecnologia existente no mercado mais adequada para atender suas demandas de automatização.

 

Primeiramente, é preciso ter ciência de que a escolha por um sistema tecnológico deve levar em conta os princípios da economicidade e eficiência da gestão pública. Vemos muitas prefeituras investindo em softwares ultrapassados quando já existem sistemas modernos que garantem a proteção de dados e a economia de recursos. Um exemplo de tecnologia defasada são os sistemas desktop, que precisam ser instalados em um ou mais computadores e geralmente requerem mais manutenção. Criados há mais de 20 anos, se tornaram obsoletos após o avanço dos sistemas web, que dispensam a instalação em máquinas. Como o nome já diz, o acesso é via internet e as informações salvas na nuvem.

 

Gosto de comparar a compra de sistemas automatizados com a de um carro. Ao adquirir um veículo com mais de duas décadas e muitas vezes até fora de linha, o consumidor está ciente dos empecilhos causados pela antiga tecnologia. Provavelmente, a manutenção será mais frequente, portanto os custos serão maiores. O veículo também terá menos mecanismos de segurança e será menos confortável. Se o cidadão pudesse investir em um carro mais novo, com melhor custo-benefício, certamente o faria. Ninguém gosta de ter surpresas negativas no seu orçamento, muito menos ficar sem seu meio de locomoção de uma hora para outra.

 

Da mesma forma, a administração pública deveria investir em sistemas web para evitar dores de cabeça e ineficiência. A Justiça já entendeu que a exigência por sistemas desktop feita por administrações públicas em editais não atende aos princípios de economicidade e eficiência, essenciais à gestão pública. Licitações com esses requisitos estão tendo que ser refeitas no país. Já os sistemas web tornaram-se imprescindíveis, não só no setor público. Companhias aéreas e bancos, por exemplo, mantém os seus dados na nuvem. Além de menos custos com instalação e manutenção de softwares, a tecnologia permite o autoatendimento e a mobilidade, agilizando os processos.

 

Por isso, faço um alerta aos responsáveis pela contratação de sistemas digitais no setor público. Invista em soluções de nova geração pelo bem do gasto público.

 

Por Aldo Luiz Mees 

Diretor-presidente da IPM Sistemas

 

 

 


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