Folhablu | Motor turbo flex deve se popularizar no Brasil em três anos


Motor turbo flex deve se popularizar no Brasil em três anos

Publicado em: 2014-03-05 17:04:35

Aliar baixo consumo com um ótimo desempenho. Esse é o desafio dos engenheiros que trabalham no desenvolvimento da tecnologia turbo para carros movidos a etanol. Motores menores, com injeção direta e que conseguem essa proeza - mas com gasolina – já são uma tendência mundial. No Brasil, esta mesma tecnologia, só que em motores movidos também a biocombustível ainda é rara. O cenário, porém, está prestes a mudar. A previsão é de que os motores turbo flex se popularizem por aqui em três anos, estimam especialistas.

 

Atualmente, esse tipo de motor é encontrado em modelos como o BMW 320i, que tem poucas unidades à venda no país. A ideia das montadoras, contudo, é que essa tecnologia se popularize devido ao potencial brasileiro para a produção de etanol.

 

Mas o que esse motor tem de tão especial? O engenheiro mecânico e professor da Usp Francisco Nigro explica: "São motores pequenos, o que, consequentemente, diminui o consumo, mas, que, ao pisar no acelerador, alcançam uma potência que não é comum no que temos hoje no mercado". Para Nigro, esta tecnologia tem um futuro promissor no Brasil, porque o "etanol é excelente para motores com alta taxa de compressão e turbo".

 

Ronaldo Salvagni, da Escola Politécnica da Usp, acredita que o país precisa urgente renovar a tecnologia dos seus motores. "O que temos hoje é uma gambiarra. Um motor adaptado", diz. Segundo ele, o desenvolvimento desta tecnologia vai refletir diretamente na produção do etanol e, inclusive, na sua exportação.

 

Empresas estão trabalhando em conjunto com montadoras no desenvolvimento desta tecnologia. No ano passado, a fabricante sistemista Honeywell anunciou a conclusão do projeto para compatibilidade de turbocompressores com propulsores que funcionam com etanol ou gasolina de forma isolada ou misturados em qualquer proporção.

 

No dia 18, o motor turbo flex e outras novidades da indústria automobilística para o uso de biocombustíveis serão apresentados e discutidos durante o Seminário Internacional de Biocombustíveis, em São Paulo. Francisco Nigro e Ronaldo Salvagni participam do debate, junto com o gerente da área de tecnologia da Toyota, Edson Orikassa, e o presidente da Bosch na América Latina, Besaliel Botelho.

 


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