Folhablu | Maggi diz que divulgará nome e dados de empresas citadas na Operação Carne Fraca


Maggi diz que divulgará nome e dados de empresas citadas na Operação Carne Fraca

Publicado em: 2017-03-20 03:23:04

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse neste domingo, dia 19, que a China e a União Europeia pediram informações formais ao Brasil a respeito do esquema criminoso de “maquiagem” de carnes estragadas desvendado pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

 

Maggi garantiu que até esta segunda-feira, dia 20, será divulgado o nome e os dados das empresas citadas nas investigações e para quais países elas exportaram nos últimos dois meses. De acordo com o ministro, seis dos 21 frigoríficos investigados pela Carne Fraca exportaram produtos nos últimos 60 dias.

 

“Acho absolutamente natural que os países façam isso. Estaremos prontos a responder a todos os países que se manifestarem. Temos que ser o mais transparentes possível nesse processo, dando as informações, de imediato, para que não restem dúvidas sobre a lisura do processo que o Brasil tem.”

 

Após reunião de emergência com o presidente Michel Temer e representantes de países compradores de carne brasileira, o ministro criticou a “narrativa” feita pela Polícia Federal ao divulgar a operação e o fato de o Ministério da Agricultura não ter sido informado das investigações.

 

“Acho que essa questão é muito mais da forma como foi comunicado e a narrativa que foi feita. Não posso ter controle sobre como as pessoas se expressam. Sobre a questão do papelão está claro no áudio de que estavam falando das embalagens e não de misturar papelão na carne. Isso é uma idiotice, uma insanidade para dizer a verdade”, disse Maggi.

 

Segundo o ministro, as empresas investem “milhões e milhões de dólares” para conquistar mercados e não seria razoável que elas misturassem papelão para aumentar seus lucros. “A narrativa nos leva a criar fantasias”, disse Maggi. O ministro disse ainda que o uso de ácido ascórbico e carne de cabeça de porco nos embutidos, por exemplo, é permitido e a forma como essas informações foram divulgadas não foi adequada.

 

“No regulamento está lá escrito (que pode usar cabeça de porco) em percentuais em determinados produtos. Portanto, a fala de uma empresa que está comprando matéria-prima para utilizar em A, B ou C é permitido, não tem irregularidade nesse processo. Em função da narrativa é que se criou esse grande problema que estamos aqui colocados hoje.”

 

Maggi voltou a defender o sistema de fiscalização sanitária do país e a classificou como confiável. “Temos um sistema de fiscalização muito forte, robusto, reconhecido pelo mercado internacional, checamos toda a qualidade. Ao chegar aos países de destino, todos os produtos são novamente fiscalizados e checados. Nenhum mercado internacional é realizado sem que antes haja o reconhecimento dos sistemas de fiscalização, sanidade entre os países.”

 

Da Agência Brasil

 


Fale com a Folhablu

Fones: (47) 3232 7154 | 9138 4105
Redação: webmaster@folhablu.com.br
Comercial: comercial@folhablu.com.br
Financeiro: financeiro@folhablu.com.br
Skype: skype@folhablu.com.br

Blumenau – SC
Folhablu notícias e publicidade digital - Todos os direitos reservados
Proibida a reprodução total ou parcial