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Estado anuncia unificação das direções das escolas Victor Hering e Elza Pacheco

Publicado em: 2017-12-01 15:12:08

Não foi necessário mais que um mês do fim da Somos Todos Victor Hering, comissão criada para impedir a extinção da EEB Victor Hering, para que o governo do estado, através da Gerência Regional de Educação, anunciasse a unificação das direções das escolas Victor Hering e Elza Pacheco. O martelo foi batido na segunda-feira, dia 27, quando teve início o processo de unificação. Com isso, o estado alcança seu intento de dar um "lar" a Elza Pacheco, escola itinerante, sem sede própria. A Elza Pacheco está em espaço "emprestado" pela Victor Hering desde 2012. Desde sua fundação em 1984, a Elza Pacheco já passou pelas escolas Machado de Assis e Cedup antes de chegar à unidade de ensino da Vila Nova.

 

Segundo a decisão da Gerência de Ensino (Gered), as duas escolas terão uma única direção, que terá a atual diretora da EEM Elza Pacheco, Tânia Elaine Wuaden, à frente. O atual diretor da Victor Hering, Ramirez Rodrigo de Souza, se tornará assessor. O que na teoria parece plausível, na prática, se torna um risco iminente para a sobrevivência da EEB Victor Hering. Já na terça-feira, dia 28, Tânia, que só será empossada no início de 2018, apresentou um plano de expansão para a Elza Pacheco, com aumento no número de salas de aula, em detrimento do ensino da Victor Hering, que poderá perder uma turma de primeira série, pelo menos.

 

Nos cinco anos de convivência entre as duas escolas dividindo o mesmo espaço criou-se uma rivalidade forte entre ambas. O relacionamento, que jamais foi bom, desandou de vez com a decisão do governo do estado de extinguir a Victor Hering no início de 2016. Com a criação da comissão Somos Todos Victor Hering e a suspensão do processo de extinção ainda em junho de 2016, os ânimos ficaram ainda mais acirrados. Agora a Elza Pacheco foi à forra e está novamente em vantagem. Segundo uma mãe de aluno da própria Elza Pacheco, Tânia Wuaden teria reunido seus alunos no pátio da escola e anunciado o fim da Victor Hering para 2018. Esta informação, porém, não pôde ser confirmada.

 

Mentor da ideia de unificação, o gerente regional de Educação, Eliomar Russi, lançou a ideia em conversas reservadas com lideranças das duas escolas no segundo semestre desse ano. O plano parecia não ter fluído até que de um momento para outro ganhou corpo e saiu do forno já empacotado e pronto para ser colocado em prática. Uma decisão unilateral que não encontra qualquer amparo entre a comunidade da EEB Victor Hering.

 

Diante do quadro, a comissão Somos Todos Victor Hering já anunciou seu retorno e trabalhará para reverter a situação.

 

Veja só... Logo o estado, que não tem dinheiro nem para construir escola nem para comprar papel higêncio para as que estão de pé, foi generoso ao extremo com a Elza Pacheco, ofertando um presentão de Natal e tanto. Pena que uma comunidade inteira vai acabar ficando sem brinquedo nesse fim de ano. E muitas crianças sem sala de aula em 2018.

 

Por Fábio Souza

 

 


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