Folhablu | Ação Folhablu Solidária apoia formandos do ensino fundamental da escola Victor Hering


Ação Folhablu Solidária apoia formandos do ensino fundamental da escola Victor Hering

Publicado em: 2018-08-28 15:51:12

No último sábado, dia 25, a Folhablu promoveu a Macarronada do 9º Ano, quarta ação do projeto Folhablu Solidária, em apoio aos formandos do ensino fundamental da EEB Victor Hering. O evento ocorreu no salão da Igreja São Lourenço, no bairro Água Verde, em Blumenau, e contou com a presença de cerca de cem pessoas.

 

O resultado da promoção se reflete em um fato marcante: entre os cerca de 100 presentes, havia apenas um único funcionário da escola, o diretor, Josué de Souza. Curiosamente, nem mesmo os dois professores regentes da única turma de nono ano da unidade escolar levaram seu apoio aos formandos. Ainda assim, cerca de 800 reais serão rateados entre os formandos que participam do grupo de trabalho da turma.

 

Lamentavelmente, mesmo com um ponto de vendas na escola, divulgação através de faixa e cartazes, e com várias pessoas com convites à venda dentro da escola, sequer um único ingresso foi vendido dentro da EEB Victor Hering. Cada pessoa é responsável pelo que faz, mas também por aquilo que não faz. Neste caso, o desinteresse deixa sua marca.

 

A falta de engajamento da família Victor Hering não foi fato isolado, infelizmente. O mau exemplo veio de cima. A promoção foi solenemente ignorada pela Gerência Regional de Educação, a Gered, da Agência de Desenvolvimento Regional de Blumenau. Apesar de se lamentar o que poderia ter sido e não foi, os maus exemplos e a falta de compromisso com a comunidade escolar param por aí.

 

Ignorados por muitos pais, alunos e por todos os professores da escola, os formandos do nono ano do Victor Hering foram prestigiados por diversas presenças ilustres. Além do diretor, Josué de Souza, o presidente da APP da escola, Jean Carlos Zimermann, e o ex-presidente do Conselho Deliberativo, Fabiano Silva, marcaram presença. Além deles, estiveram presentes o prefeito Mário Hildebrandt, o vereador Adriano Pereira e diversos candidatos dos mais variados partidos políticos.

 

Outra presença ilustre que merece ser comemorada foi a de Maria Isabel Porto Paes Schulz, ex-gerente regional de Educação da ADR Blumenau. Maria Isabel foi funcionária da EEB Victor Hering e também da EEM Elza Pacheco. A presença de Maria Isabel foi uma demonstração de grandeza, respeito e espírito democrático. Afinal, quando ocupava o cargo na Gerência de Educação, Maria Isabel e Folhablu defendiam ideias distintas. Porém, o respeito mútuo sempre ditou as regras.

 

Se o assunto for generosidade, o nome a ser lembrado é Simone Vetter. Professora que tem seu nome fortemente ligado à história da EEB Victor Hering, Simone fez uma doação que contribuiu com a realização do evento. Além disso, os voluntários parceiros da Folhablu que doaram um dia de descanso para trabalhar pela causa merecem ser reverenciados pela dedicação.

 

O professor Marco Antonio Alves, que leciona matemática na EEM Elza Pacheco, deu uma belíssima demonstração de amor à profissão. Convidado a participar da ação comandando o bingo que ocorreu logo após à macarronada, Marco Antonio foi um espetáculo à parte, esbanjando bom humor e simpatia.

 

Outro ponto alto da Macarronada do 9º Ano foi a participação especialíssima do DJ Alvaro Schmitt. Já confirmado na festa dos formandos em dezembro, Alvaro Schmitt foi todo carinho com o evento e levou muita música e animação para a promoção, do início ao último minuto. Para quem encontra nas intermináveis desculpas sempre um bom motivo para a ausência, a energia e a dedicação de Alvaro Schmitt fazem o contraponto. O DJ tocou em uma festa na noite de sexta até as 3 horas da madrugada. Por volta das 8 horas da manhã de sábado já estava montando seu equipamento para animar a promoção. Alvaro passou todo o dia no evento da Folhablu e ainda teria um casamento para animar à noite em uma cidade do interior.

 

Além das atrações já mencionadas, o Espaço Lúdico foi outro dos destaques da Macarronada do 9º Ano. O espaço para a criançada foi uma iniciativa da professora Emília Melo Vieira, licenciada em matemática e mestre em educação científica. No Espaço Lúdico, a professora Emília disponibilizou jogos educativos de desafio lógico e materiais pedagógicos com o intuito de desenvolver habilidades na criançada. "Minha preocupação é mostrar a matemática não de um jeito chato, porque de fato não é", afirma. Curiosamente - mais uma vez -, Emília não tem qualquer vínculo com a escola Victor Hering.

 

Toda a promoção da Macarronada do 9º Ano se estendeu até o fim da tarde de sábado. Além da macarronada em si, que oferecia duas variedades de massa e três de molho, outras atrações do evento foram o bingo, o brechó e a venda de doces, que também tiveram como destino de sua renda a formatura do ensino fundamental da escola.

 

Sobre a efetiva participação da escola na promoção - ou, neste caso, a total falta dela -, o diretor Josué de Souza foi procurado para comentar, mas com uma crise de hipertensão, ficará afastado de suas funções pelos próximos dias.

 

Jean Zimermann, presidente da Associação de Pais e Professores (APP) da EEB Victor Hering, também foi procurado pela reportagem da Folhablu. "O evento foi maravilhoso, muito bem organizado, os pais que participaram da organização estão de parabéns. Porém, acho lamentável o fato dos professores não estarem presentes. Eu penso que os alunos merecem este mimo. Foi um relacionamento de 9 anos de convivência e os alunos estão vivendo o seu auge dentro do processo da educação básica. Seria normal dentro de qualquer escola que os professores estivessem ao seu lado, apoiando neste momento de transição", afirmou Jean Zimermann.

 

Jerusa da Silva Horacio, mãe de uma formanda e membro da comissão de formatura, lamenta. "Desde o começo, desde os primeiros atos dentro da própria escola, nunca tivemos muito prestígio, nem dos professores nem da escola. Parecia que eles estavam aturando a gente. A ideia da macarronada era mostrar pra comunidade que sim, é possível, que uma escola pública pode realizar algo pela educação. Levamos várias autoridades para o evento. O fato de nenhum dos nossos professores terem ido é um sinal de que tanto faz. Nossos alunos são simplesmente um número."

 

Jerusa Horacio toca em um ponto-chave que poderia - e deveria - servir de reflexão para os profissionais da educação. Todas as escolas reclamam maior participação dos pais na vida escolar. Porém, quando um grupo deles resolve assumir essa responsabilidade, são os profissionais da educação que respondem com extremo desinteresse.

 

Depois de dois anos, a EEB Victor Hering voltará a ter uma festa de formatura para marcar o final de um ciclo na vida de seus adolescentes. Para muitos deles é a separação de anos de amizades. Para todos, uma despedida da escola que os acolheu e de seus professores. É triste perceber que muitos alunos não sentirão a menor saudade. Mais triste ainda é constatar que para alguns "mestres" isso não fará a menor diferença.

 

Por Fábio Souza

 

 

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