Folhablu | Um ano sem o raçudo volante Caçapava


Um ano sem o raçudo volante Caçapava

Publicado em: 2017-07-03 15:53:12

O que seria do médico não fosse o enfermeiro? Como se vê, o coadjuvante também é essencial em qualquer atribuição. No futebol, há compartimentos do campo em que boleiros de melhor compleição física correm e desarmam para que o talentoso possa brilhar.

 

O volante Luís Carlos Melo Lopes, apelidado de Caçapava, por ter nascido em cidade gaúcha de mesmo nome, está incluso entre coadjuvantes merecedores de aplausos. Fazia de seu vigor físico a ferramenta imprescindível na engrenagem de uma equipe. Era um brutamontes, distribuído em 80 quilos, que por vezes causava até intimidações a adversários, sem que pudesse ser rotulado de violento.

 

Claro que se prevalecia nas bolas divididas, nas disputas ombro a ombro. A recompensa foi uma carreira em grandes clubes, a começar pelo Internacional, quando carregava o piano para favorecer ídolos como Falcão e Paulo César Carpegiani, sendo bicampeão brasileiro em 1975-76 nesse esquadrão: Manga; Cláudio Duarte, Figueroa, Hermínio (Marinho Perez) e Vacaria; Caçapava, Falcão e Carpegiani (Batista); Valdomiro (Jair), Flávio (Dario) e Lula (Escurinho).

 

Pois esse Caçapava que passou pela seleção brasileira e abandonou o futebol em 1987, atuando pelo Fortaleza, só voltou a ser lembrado quando de sua morte, no dia 27 de junho do ano passado, aos 61 anos de idade, vítima de ataque cardíaco. Ele chegou a pesar 132 quilos.

 

Do Inter, caiu nas graças da torcida corintiana em 1979, adepta de jogador voluntarioso que sai de gramado com camisa ensopada de suor. Lá viveu o pior momento dois anos depois, quando o Corinthians ficou em oitavo lugar no Campeonato Paulista, e sequer conseguiu classificação por índice técnico ao Brasileirão, num time formado por Rafael; Zé Maria, Gomes, Rondinelli e Wladimir; Caçapava, Biro Biro, Sócrates e Zenon; Mário e Paulo César Caju.

 

Em 1982, Caçapava já estava no Palmeiras. A partir disso trilhou a estrada da volta no futebol, com passagens por Vila Nova (GO), Ceará, Novo Hamburgo e Fortaleza. Depois ainda arriscou a carreira de treinador em clubes do Piauí, sem prosperar. Em seguida se identificou como consultor espiritual, com cobrança de consultas. O então centroavante Vamberto, do River (PI), o procurou para destravar um longo jejum de gols, e o reflexo, de imediato, foram quatro gols em partida contra o 4 de Julho.

 

Por Ariovaldo Izac

ariovaldo-izac@ig.com.br

 


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