Folhablu | Tite: história de atleta interrompida aos 28 anos de idade


Tite: história de atleta interrompida aos 28 anos de idade

Publicado em: 2018-05-15 06:20:58

 

 

 

 

 

 

Quando completar 57 anos de idade neste 25 de maio, o gaúcho Adenor Leonardo Bachi, identificado no mundo do futebol apenas como Tite, de certo fará reflexão de sua história no ramo.

 

Se em 1989, aos 28 anos de idade, sofreu o duro golpe ao afastar-se da carreira de atleta, por causa de lesões irreversíveis no joelho, hoje é recompensado com a identificação de técnico mais qualificado do país, e, por consequência, com direito de comandar a seleção brasileira na Copa do Mundo da Rússia.

 

Natural de Caxias do Sul, interior do Rio Grande do Sul, Tite jogou no time daquela cidade entre 1978 e 1985. Depois de rápida passagem pelo Esportivo, transferiu-se à Portuguesa, e integrou aquela equipe lusa vice-campeã paulista, derrotada pelo São Paulo.

 

Logo, projetou salto maior na carreira na transferência ao Guarani em 1986, ao colocar em prática o estilo guerreiro para desarme, além de passar a bola corretamente. Ele atuou ao lado do volante Tosin na finalíssima contra o São Paulo, pelo Brasileirão de 1986, mas disputado em 25 de fevereiro de 1987, com titulo são-paulino.

 

O drama dele com o joelho foi se agravando e se arrastou até 1989, quando, no Guarani, encerrou a carreira, mas já com diploma da faculdade de educação física para posterior ingresso na função de preparador.

 

Todavia foi além: na brecha para se arriscar na função de treinador se deu bem no Caxias, e se consolidou com título no Grêmio, abrindo portas no futebol paulista.

 

A passagem aceitável pelo São Caetano implicou em aposta do Corinthians em 2004/05. No Atlético Mineiro, enfrentou as primeiras turbulências como treinador, que prosseguiram com experiência mal-sucedida no Al Ain, dos Emirados Árabes.

 

A retomada no Inter deu chance para nova chance no Corinthians, quando, fruto do trabalho de três anos, a partir de 2010, conquistou os inéditos títulos de Libertadores e Mundial de Clubes, diante de Boca Juniors e Chelsea, respectivamente.

 

Por fim, a trajetória vitoriosa na seleção brasileira, dando crença ao time outrora desacreditado sob o comando de seu antecessor Dunga.

 

Por Ariovaldo Izac

ariovaldo-izac@ig.com.br

 

 


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