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Segundo Zé Maria da Lusa agora é treinador

Publicado em: 2018-07-09 07:46:02

Desabrocharam na Portuguesa dois laterais-direitos reconhecidos nacionalmente como Zé Maria. Primeiro o José Maria Rodrigues Alves, batizado de "Super Zé", vindo de Botucatu em 1967, e que a partir de 1970 fez história no Corinthians e seleção brasileira. Depois o José Marcelo Ferreira, que no Estádio do Canindé ganhou o apelido de Zé Maria pela semelhança de vigor físico com o anterior.

 

Esse segundo Zé Maria é vencedor pela obstinação. Saiu de Oeiras, interior do Piauí, ainda na infância, com a mudança da família a São Paulo. E após reprovação em chamados treinos-peneira de juvenis de grandes clubes de São Paulo acabou aprovado pela Portuguesa e profissionalizado em 1991.

 

Nos primeiros cinco anos vinculado ao clube, foi emprestado ao Sergipe e Ponte Preta, para ganhar experiência. Depois, se destacou pela transição rápida ao ataque e qualidade nos cruzamentos, tanto que em 1996 transferiu-se ao Flamengo, com participação em apenas 16 jogos. Incontinenti, iniciou a carreira internacional no Parma, da Itália.

 

A partir daí viveu a experiência da ponte aérea Europa-Brasil, intercalando passagens ainda pelo futebol inglês, espanhol e trajetória em Vasco, Palmeiras e Cruzeiro, até a definição do encerramento da carreira onde começou: na Lusa, em 2008.

 

Claro que a intenção era continuar no futebol, mas sem qualquer preparo para a função de treinador, decidiu abrir uma lanchonete em Campinas, a Mister Zio. Como o empreendimento não prosperou, as portas foram fechadas dois anos depois.

 

As amizades na Itália permitiram que pra lá Zé Maria mudasse e montasse uma escolinha de futebol na cidade de Perugia. Assim, paralelamente realizou cursos de treinador para acrescentar à experiência de atleta que vestiu a camisa da seleção brasileira em 43 jogos, entre 1995 e 2001, com título de Torneio Pré-Olímpico e medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996.

 

Na seleção principal, o duro golpe foi uma lesão na região do púbis, que o deixou fora da relação de convocados à Copa do Mundo da França, em 1998. Posteriormente, tudo foi superado e ele conseguiu jogar em alto nível, tanto que em 2001 voltou ao selecionado.

 

As primeiras experiências como treinador foram em equipes de divisões inferiores da Itália. Hoje, aos 45 anos de idade, tem percorrido outros países europeus para continuidade à empreitada na categoria principal.

 

Por Ariovaldo Izac

ariovaldo-izac@ig.com.br

 

 


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