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Ricardinho, o jogador mais odiado do país

Publicado em: 2015-04-18 03:09:59

A revista Placar já foi referência no jornalismo esportivo e uma de suas polêmicas publicações foi a eleição do jogador de futebol mais odiado do país, em 2006, num grupo de 100 "eleitores", entre atletas e profissionais da área escolhidos.

 

Daquela leva, 34 se abstiveram de votar e 66 elegeram o então meia Ricardinho - hoje treinador -, com 17 votos, seguido do ex-atacante Romário, com sete. A contestação do "eleito" foi imediata, caracterizada como algo sem fundamento. No contra-argumento, ele reduziu o número de votantes para 13 e garantiu ter recebido apenas quatro votos.

 

“Isso não me modificou em nada. Não fez diferença. Não me incomodou. Não foi algo sério”, revelou em entrevista à TV do portal Terra, sem contudo se aprofundar nos polêmicos motivos que o levaram a situações de confronto onde passou.

 

No Corinthians da virada do século, que se orgulhava de montar um meio de campo com Vampeta, Rincón, Marcelinho Carioca e Ricardinho, nem tudo era maravilha. Em 2001, Marcelinho acusou Ricardinho de "traíra". Justificou que ele "dedurava" companheiros para o treinador Vanderlei Luxemburgo, e o procedimento resultou em afastamento do acusador, que posteriormente se desligou do clube.

 

Ricardo Luís Pozzi Rodrigues, nascido em 1976, se defendeu daquele episódio citando que, por ser esclarecido, não aceitava o jeito boleirão de fechar os olhos para coisas erradas. E embora continuasse apoiado pela torcida corintiana pelo futebol bem jogado, seu ambiente no elenco ficou desgastado. Por isso, na primeira oportunidade para se desligar do clube não titubeou. Chegou ao São Paulo em 2002 como reforço de peso, ao custo de R$ 4 milhões ao Corinthians, além dos aproximadamente R$ 300 mil mensais da incorporação das luvas ao salário.

 

O inferno astral de Ricardinho começou com a revolta do corintiano na troca dele pelo principal rival. Depois, a mexida com o ego de alguns companheiros são-paulinos, que reivindicaram aumento salarial, e isso refletiu em atuações discretas nos 65 jogos e apenas cinco gols marcados pelo clube.

 

Como Ricardinho forçou o rompimento do contrato para se transferir ao Middlesbrough da Inglaterra em 2004, o São Paulo entrou na Justiça requerendo ressarcimento dos R$ 4 milhões investidos.

 

Nas idas e vindas à Europa, Ricardinho aceitou ganhar R$ 80 mil por mês no Santos ainda em 2004 e voltou ao Corinthians em investimento da empresa MSI. Ainda perambulou pelo futebol árabe até retornar ao Brasil para jogar no Atlético Mineiro em 2009, e de lá saiu encrencado e dispensado pelo treinador Dorival Júnior dois anos depois. Na sequência, mal deu tempo para jogar no Bahia e já encerrou a carreira de atleta, seguindo, incontinenti, a função de treinador. Agora trabalha em Recife, no Santa Cruz, e se orgulha de ter participado de duas Copas do Mundo.

 

Por Ariovaldo Izac

 


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