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Pedro Rocha: sucesso, doença e morte

Publicado em: 2013-12-05 16:05:31

Se o jogador e treinador Pedro Virgilio Rocha Franchetti resistisse mais um dia de vida poder-se-ia dizer que nasceu no mesmo dia em que morreu. O nascimento foi em 3 de dezembro de 1942; a morte no dia 2 de dezembro de 2013.

 

Como havia sido desenganado pelos médicos, a morte já era esperada. Apesar da fama, não ganhou dinheiro suficiente para tratamento do AVC (acidente vascular serebral) que limitou os seus movimentos e fala, e por isso contava com ajuda de amigos dos tempos de São Paulo e da receita da venda do livro Tricolor Celeste, lançado em novembro de 2009 e escrito pelo jornalista Luís Augusto Simon, para cobrir o custo do tratamento, com ênfase à fisioterapia.

 

Pedro Rocha foi o jogador uruguaio de maior sucesso no futebol brasileiro. Também foi um desses personagens que misturam, na fala, espanhol e português, apesar dos mais de 40 anos de Brasil.

 

El Verdugo entrou para a história do futebol uruguaio como atleta que disputou quatro Copas ininterruptas, de 1962 a 1974. Também viveu o grande momento do Peñarol na década de 60, com conquistas de três Libertadores e dois Mundiais de Clubes.

 

Apesar dessa recheada biografia, ele custou a se adaptar no futebol brasileiro, colocando em risco o investimento de US$ 150 mil (equivalente a Cr$ 870 mil - moeda brasileira na época) à vista, que o São Paulo pagou pelo passe. Também pudera: ocupar o lugar de Gerson, o Canhotinha de Ouro, era muita pretensão. Assim, foi entrando aos poucos no time, até se adaptar à meia-direita.

 

Para quem chegou no São Paulo em agosto de 1970, é inquestionável que ele demorou para convencer os são-paulinos de que repetiria o futebol dos tempos de Peñarol. A dúvida só foi desfeita após brilhante atuação contra o Palmeiras em março de 1971, quando sentiu-se mais à vontade com o retorno de Gerson ao Rio de Janeiro. A partir daí, pôde reassumiu a sua real posição.

 

No São Paulo foram sete anos de um futebol primoroso. Rocha tinha facilidade para conduzir a bola. O chute era forte e certeiro de média e longa distância. Constatava-se oportunismo no cabeceio e visão privilegiada de jogo. Raramente passava uma partida sem colocar companheiros na "cara" do gol.

 

Daquele São Paulo campeão paulista de 1975, Rocha teve participação destacadíssima. Eis o time: Waldir Peres; Nelsinho Baptista, Paranhos, Samuel e Gilberto Sorriso; Chicão, Pedro Rocha e Muricy Ramalho; Terto, Serginho Chulapa e Zé Sérgio. Técnico: José Poy.

 

Depois, com a chegada do treinador Rubens Minelli, que privilegiava a força do conjunto, o espaço dele ficou encurtado no tricolor. Aí topou jogar por empréstimo no Coritiba em 1978, e no ano seguinte foi registrada curta e apagada passagem pelo Palmeiras. Depois, jogou no México e na Arábia Saudita até 1980. Como treinador, seu histórico foi discretíssimo.

 

Por Ariovaldo Izac

 


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