Folhablu | Osni, 1,56 metro de altura e muito talento


Osni, 1,56 metro de altura e muito talento

Publicado em: 2017-08-16 03:47:48

 

 

 

 

 

 

Anda fora de moda jogadores baixinhos no futebol brasileiro. Um dos últimos em destaque joga no Al-khor, do Catar, desde 2012, caso do meia-atacante Madson, 1,57 metro de altura. Hábil, veloz, foi lançado no Vasco pelo treinador Renato Gaúcho em 2005, passando por Santos e Atlético Paranaense.

 

O Bahia é clube bem-sucedido com jogadores baixinhos. Um deles, o paulista de Osasco Osni Lopes, ponteiro habilidoso e goleador, hoje com 65 anos de idade. Nas três passagens intercaladas - a última delas no biênio 1984-85 - totalizou 115 gols.

 

Outro exemplo foi Naldinho, que marcou um dos gols na goleada do Bahia sobre o Fluminense por 4 a 1, no Estádio das Laranjeiras. Gil, Charles e Luiz Henrique também marcaram para os baianos.

 

Com 1,58 metro de altura, Naldinho se vangloriava de suas qualidades. “Eu era rápido e inteligente”. Logo, não se constrange em citar que se nascesse no futebol de hoje estaria milionário, comparando a montanha de dinheiro que clubes pagam a atletas que considera razoáveis. “Está acabada a geração de jogadores de técnica apurada. Tem um monte de perna de pau por aí que não merece estar em clube algum”.

 

E justifica a crítica ao mirar-se no exemplo de o atleta bater na bola. “Não compreendo como jogadores que treinam a semana toda não conseguem cruzar corretamente”.

 

Tal como Naldinho, Osni, 1,56 metro de altura, era hábil e fazia gols. A carreira, começada no Santos em 1968, ganhou amadurecimento em Madureira, Olaria e Flamengo, até atingir o ápice em Salvador (BA). No Vitória, foi o pivô de briga generalizada entre jogadores rivais ao sentar na bola, após driblar o adversário Romero, do Bahia.

 

No tricolor baiano a partir de 1978, jogou machucado. Aí, houve queda de rendimento e a cabeça entrou em parafuso. Irritou-se quando seu cachorro foi mordido em briga com outro animal, tentou se vingar com pedaço de pau, e quase acabou linchado.

 

Depois, o então presidente Paulo Maracajá atrasou o seu salário com argumento de que "quem não joga também não ganha", fato que provocou desdobramento na Justiça do Trabalho. E, impaciente, agrediu o fotógrafo Mário Bonfim do jornal Tribuna da Bahia, segundo publicação da revista Placar, porque não queria ser flagrado em clínica médica.

 

Por fim, driblou as adversidades, mostrou que tamanho não é documento para enfrentar grandalhões, e foi convocado até à seleção brasileira.

 

Por Ariovaldo Izac

ariovaldo-izac@ig.com.br

 


Fale com a Folhablu

Fones: (47) 3232 7154 | 9138 4105
Redação: webmaster@folhablu.com.br
Comercial: comercial@folhablu.com.br
Financeiro: financeiro@folhablu.com.br
Skype: skype@folhablu.com.br

Blumenau – SC
Folhablu notícias e publicidade digital - Todos os direitos reservados
Proibida a reprodução total ou parcial