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Kita: primeiro o pé amputado, agora a morte

Publicado em: 2015-10-09 17:21:37

Em junho de 2011, ao se submeter a uma cirurgia para reconstruir os ligamentos do tornozelo esquerdo, o atacante Kita foi vítima de infecção hospitalar, agravada pelo diabetes. Por isso foi amputado o pé. Neste 3 de outubro, aos 57 anos de idade, o ex-jogador morreu e deixou uma rica história no futebol.

 

Centroavante que se preza chuta com os dois pés, naturalmente um de cada vez, para não cair. E para o gaúcho Kita, natural de Passo Fundo, era indiferente a bola cair na direita ou na canhota. O giro sobre o zagueiro era quase certo e, incontinente, o chute forte em direção ao gol adversário.

 

Por causa desse estilo e do bom aproveitamento no jogo aéreo, foi cobiçado e contratado por grandes clubes do futebol brasileiro, como Flamengo, Inter, Grêmio e Atlético Paranaense. Em nenhum deles, entretanto, atormentou tanto os zagueiros como nos tempos de Internacional de Limeira, em 1986, quando foi decisivo para que o clube conquistasse o título inédito do Campeonato Paulista, e com direito à artilharia: 24 gols.

 

Outro duro golpe que custou a absorver foi a esculhambação no governo Fernando Collor de Melo, de confisco de dinheiro da poupança do povo brasileiro nos anos 90. Duro porque ele havia votado no homem para presidente.

 

Chega de coisa ruim. Melhor ficar com a imagem positiva que Kita, ou João Leithard Neto, no futebol. Inquestionavelmente a principal lembrança dele no segmento foi no dia 3 de setembro de 1986, quando a Inter de Limeira sagrou-se campeã paulista ao vencer o Palmeiras por 2 a 1 no Estádio do Morumbi.

 

Na época, o time interiorano era treinado por José Macia, o Pepe, e contava com Silas; João Luís, Juarez, Bolívar e Pecos; Manguinha, Gilberto Costa e João Batista (Alves); Tato, Kita e Lê (Carlos Silva).

 

Três anos antes, Kita despontou para o futebol com os 15 gols marcados no Juventude, no Campeonato Gaúcho. Em 1984, já estava no Inter (RS), e conta ter sentido indescritível emoção ao colocar a medalha de prata no peito quando atuava pela seleção olímpica brasileira, em Los Angeles (EUA).

 

A estreia com a camisa do Flamengo, em 1986, foi emocionante. De cara marcou dois gols contra o Corinthians, ano em que conquistou o título carioca. Outras conquistas ocorreram no Grêmio e Atlético Paranaense, sempre com gols. O final da carreira foi em 1995 no Passo Fundo. Nem por isso fez bons contratos na carreira.

 

“Pena que nos anos 80 não se ganhava tanto dinheiro como hoje”, lamentou reiteradas vezes. Por isso, depois do confisco na poupança do governo Collor, o máximo que conseguiu foi montar um pequeno empreendimento de videolocadora.

 

Antes de ter o próprio negócio foi funcionário da Secretaria de Esportes de Passo Fundo durante oito anos, mas foi pra rua com a mudança na cadeira no Executivo, após eleição municipal.

 

Por Ariovaldo Izac

 


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