Folhablu | Joãozinho, o bailarino nos tempos de Cruzeiro


Joãozinho, o bailarino nos tempos de Cruzeiro

Publicado em: 2018-04-26 20:31:52

 

Jogador que marca gol decisivo em título da Libertadores só é exaltado? Errado. Pelo menos o ex-ponteiro-esquerdo Joãozinho, do Cruzeiro, correu risco de tomar uns "petelecos" após conquista da competição, na vitória por 3 a 2 sobre o River Plate, da Argentina, dia 30 de julho de 1976, em jogo extra no Estádio Nacional de Santiago (Chile).

 

Por mais paradoxo que pareça, o treinador do Cruzeiro à época, o saudoso Zezé Moreira, correu atrás de seu jogador gritando "moleque irresponsável", e pronto para agredi-lo, irritado que estava pela irresponsabilidade de seu comandado ter se antecipado ao cobrador oficial de faltas da equipe - o lateral-direito Nelinho - para a batida na bola.

 

Eram 42 minutos do segundo tempo, e a expectativa ficava por conta do especialista Nelinho para que o Cruzeiro desempatasse. Aí, inesperadamente, Joãozinho partiu pra bola e a chutou sobre a barreira e fora do alcance do goleiro argentino. Os heróis cruzeirenses à época foram Raul; Nelinho, Moraes, Darci Menezes e Vanderlei; Wilson Piazza (Valdo), Zé Carlos e Eduardo Amorim; Ronaldo Drummond, Palhinha e Joãozinho.

 

A lembrança de Joãozinho ocorre porque foi um excelente driblador, qualidade em falta a todos os jogadores que estiveram em campo no empate sem gols de Ceará e São Paulo, em Fortaleza, pelo Campeonato Brasileiro.

 

Joãozinho conduzia a bola quase colada aos pés, com balanço que desconcertava marcadores. Logo, era plenamente justificado o apelido de "Bailarino da Toca da Raposa". Embora destro, aprendeu a bater na bola com a canhota, e havia confessado não gostar de treinos físicos e ouvir palestras. “Gosto é de jogar”, revelou à revista Placar.

 

Na chegada no juvenil do Cruzeiro dizia ser meia-esquerda, mas foi adaptado na ponta. E para ficar no clube teve que se curvar à exigência de abandonar o vício do cigarro. Assim, lá ficou de 1973 a 1982, debitando-se um ano de recuperação, por causa de fratura exposta na perna direita.

 

Ao voltar ao clube, em 1984, o rendimento não era o mesmo, a exemplo da passagem anterior pelo Internacional, assim como posteriormente no Palmeiras, Atlético Paranaense e Coritiba, até 1987, quando encerrou a carreira.

 

João Soares de Almeida Filho morou em Boston (EUA), mas agora está radicado em Contagem (MG), onde tem negócios. Ele completou 64 anos de idade em fevereiro passado.

 

Por Ariovaldo Izac

ariovaldo-izac@ig.com.br

 


 


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