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Écio Capovilla, de Valinhos à seleção brasileira

Publicado em: 2017-03-13 03:49:22

 

 

 

 

 

 

Na década de 50, o clube da empresa Rigesa, da cidade de Valinhos, disputava campeonatos amadores em Campinas, e ainda na categoria infantil o volante Écio Capovilla já se destacava pelo estilo clássico, precisão nos passes e sabedoria na marcação para o desarme, evitando cometer faltas.

 

Logo, o Guarani tratou de levá-lo para o seu time juvenil. E dali para o Fluminense não tardou. Só que o clube carioca não dimensionou a ameaça do atleta de retorno a Valinhos - sua cidade natal - e o risco de perdê-lo em não havendo acordo para melhoria salarial.

 

Disso se aproveitou o Vasco, que o levou de volta ao Rio de Janeiro em 1956, começando ali uma rica história no clube cruzmaltino, com auge dois anos depois na conquista do Supercampeonato Carioca. Eis a equipe base da época: Ita; Paulinho de Almeida, Bellini, Orlando Peçanha e Coronel; Écio e Roberto Pinto; Sabará, Almir, Vavá e Pinga.

 

Na época, a Revista do Esporte, com circulação maciça no Rio de Janeiro, publicava a seção Gosto Não se Discute, ocasião em que Écio revelou 18 coisas que gostava e 19 que detestava. Entre aquelas que mais o agradava, enfatizou a voz da cantora Elizete Cardoso, a Divina, assim como andar de automóvel na chuva. Confessava que torcia o nariz para concentração prolongada, jogar em campo enlameado e quando tinha obrigação de acordar muito cedo.

 

A regularidade implicou em chamada à seleção brasileira em 1960, pelo treinador Vicente Feola, quando participou da Copa Rocca e Oswaldo Cruz na Argentina e Paraguai, respectivamente. Écio era reserva de Dino Sani, em competições nem sempre com a presença de Pelé nas escalações. Em uma das partidas como titular, Écio teve os seguintes companheiros: Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Écio e Chinesinho; Garrincha, Vavá, Dida e Zagallo.

 

A trajetória de Écio no Vasco se prolongou até 1964, quando se transferiu ao Sporting Cristal, de Lima, no Peru, onde dois anos depois encerrou a carreira. Depois disso foi gerente de empresa multinacional, secretário de Esportes da Prefeitura de Valinhos e empresário do segmento de gastronomia.

 

Com 80 anos de idade completados em novembro passado, Écio desfruta de merecida aposentadoria. Todavia lúcido e gozando de boa saúde, participa das rodas de futebol e acompanha a maioria dos jogos pela televisão.

 

Por Ariovaldo Izac

ariovaldo-izac@ig.com.br

 


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