Folhablu | Dez anos sem o zagueiro Moisés


Dez anos sem o zagueiro Moisés

Publicado em: 2018-09-10 14:59:49

 

 

 

 

 

 

O pensador Antônio Gomes Lacerda citou que "na estrada da vida uns passam deixando saudade; outros, alívio". Pois o saudoso zagueiro Moisés Matias de Andrade deixou saudade aos familiares, porém esquecimento do mundo esportivo quando dos dez anos da morte dele, dia 26 de agosto passado.

 

A causa da morte, aos 59 anos de idade, foi câncer no pulmão. Nem por isso houve detalhamento se a doença foi decorrente do tabagismo, embora haja registro de que em 90% dos casos as vítimas sejam fumantes. Por sinal, 29 de agosto é o Dia Nacional de Combate ao Fumo, sem que se registrassem campanhas propagando os malefícios do cigarro.

 

Carioca de Rezende, Moisés justificava o apelido de xerife: viril e às vezes violento. Descia o "sarrafo", e raramente era expulso. Ao matar a jogada no nascedouro, atingia meio gomo da bola e tornozelo do adversário. E para ludibriar a arbitragem, o grito era "fui na bola", convencendo condescendentes árbitros a aplicarem cartão amarelo, na maioria das vezes. “Zagueiro que se preza não pode ganhar o Belfort Duarte”, referia-se ao prêmio instituído pelo Conselho Nacional de Desportos em 1945, e entregue a atleta que passava dez anos sem ser expulso de campo.

 

Nas passagens por Bonsucesso, Vasco, Corinthians, Fluminense, Flamengo, Bangu, Paris Saint-Germain, Belenense, Atlético Mineiro e América (RJ) preponderava-se no jogo aéreo. No Timão, de 1976 a 1978, participou da quebra de jejum de títulos de 22 anos em 1977, na final contra a Ponte Preta, neste time: Tobias; Zé Maria, Moisés, Ademir Gonçalves e Wladimir; Ruço, Luciano e Basílio; Vaguinho, Geraldão e Romeu.

 

No Vasco, foi campeão brasileiro em 1974. Um ano antes atuou pela seleção brasileira no dia 21 de junho contra a União Soviética. E como treinador, a única passagem destacada foi no Bangu em 1985: vice-campeão brasileiro, perdendo a decisão para o Coritiba, nos pênaltis.

 

Ele chegou a trabalhar nos Emirados Árabes, mas nos últimos anos de vida preferiu curtir caça-submarina e participação mais ativa no carnaval, ao criar o Bloco dos Piranhas, com jogadores desfilando vestidos de mulheres pelas ruas da zona norte do Rio de Janeiro.

 

Por Ariovaldo Izac

ariovaldo-izac@ig.com.br

 

 


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