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Agora Mendonça tenta driblar o alcoolismo

Publicado em: 2017-05-26 11:13:00

 

 

 

 

 

 

Raros são os jogadores com pontaria aprovada quando têm que chutar na corrida contra o gol adversário. E o ex-jogador Mendonça - com histórico em grandes clubes do eixo Rio-São Paulo - foi um deles. Não bastasse dribles estonteantes em quem entrasse feito louco para desarmá-lo, driblava também pisos irregulares quando arriscava finalizações.

 

Pois esse Milton da Cunha Mendonça, 62 anos de idade, outrora idolatrado pelo talento, com pés na calçada da fama do Estádio do Maracanã, está internado em hospital do Rio de Janeiro e tenta driblar malefícios provocados por bebidas alcoólicas, afetando órgãos vitais do corpo, como fígado, baço e rim. Ele não teve a mesma sorte do goleiro João Marcos - ex-Noroeste, Guarani e Palmeiras -, que testemunha em livro como venceu a difícil batalha travada contra o vício do álcool.

 

O histórico de Mendonça no futebol profissional começa no Botafogo. Lançado pelo treinador Zagallo em 1975, firmou-se como ponta-de-lança na temporada seguinte, num time formado por Wendell; Miranda, Osmar Guarnelli, Nilson Andrade e Marinho Chagas; Carlos Roberto, Cremílson e Mendonça; Antonio Carlos, Manfrini e Mário Sérgio.

 

Na época era cobrador oficial de faltas e seguia fielmente o conselho do pai Mendonça, lateral-direito do Bangu da temporada de 1951, para evitar fratura na perna como ocorreu em dividida com o meia Didi. “Só divida bola quando tiver certeza que ela está mais para você”.

 

Em 1983, quando a Portuguesa se dava ao luxo de contratar jogadores de nível, foi reforçada com Mendonça, que lá ficou por duas temporadas, até que o Palmeiras foi buscá-lo para integrar equipe de jogadores renomados: Martorelli; Diogo, Vagner Bacharel, Márcio e Denys; Lino, Mendonça, Edu e Jorginho; Edmar (Mirandinha) e Éder.

 

Esse time, comandado pelo treinador José Luiz Carbone, foi surpreendido pela Inter de Limeira na final do Paulistão de 1986, e a partir daí começou a ser desmanchado, com Mendonça passando por Santos e Grêmio, já sem o rendimento de outrora. Depois, no final de carreira, sentiu o amargo gosto da estrada da volta no futebol, vinculado no interior paulista a São Bento e Inter de Limeira, quando atuou nesse time: Silas; Valdeni, Valdir Carioca, Alves e China; Luís Fernando, Eduardo e Mendonça; Silvinho, Machado e Claudinei. A despedida ocorreu no Bangu em 1990.

 

Por Ariovaldo Izac

ariovaldo-izac@ig.com.br

 


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