Folhablu | Leste europeu domina o handebol masculino nos Jogos Olímpicos


Leste europeu domina o handebol masculino nos Jogos Olímpicos

Publicado em: 2018-05-04 16:33:31

 

Desde antes da eclosão da Guerra Fria, o leste europeu vive às turras com o Ocidente. Majoritariamente socialistas, os países daquele canto do mundo durante anos a fio dedicaram sua existência a provar a supremacia do socialismo sobre o capitalismo. Inclusive no esporte - e com algum êxito -, como bem exemplifica o handebol masculino. Das treze edições dos Jogos Olímpicos em que a modalidade foi disputada, nove delas tiveram como campeã uma seleção do leste europeu. Apenas três países de outras paragens - todos europeus - conquistaram o Torneio Olímpico de Handebol.

 

A história olímpica do handebol masculino começou na Alemanha nazista de Hitler, em 1936, nos Jogos de Berlim. O campeão foi a própria Alemanha, primeiro dos três campeões de fora do leste europeu. Depois da estreia, o handebol ficou afastado dos Jogos por um longo período.

 

A volta ocorreu somente em 1972, novamente na Alemanha, em Munique. Começava ali o domínio dos países da então chamada Cortina de Ferro sobre o mundo do handebol masculino, com um pódio todo formado por países sob a liderança política soviética. A medalha de ouro ficou para a Iugoslávia, a de prata para a Tchecoslováquia e a de bronze para a Romênia.

 

Em 1976, em Montreal, no Canadá, a história se repetiu. A União Soviética foi a campeã, seguida de Romênia e Polônia. Em 1980, em Moscou, foi a última vez que o handebol masculino viu se formar um pódio olímpico 100% formado no leste europeu, com Alemanha Oriental, União Soviética e Romênia. Em 1984 e em 1988, Los Angeles e Seul, respectivamente, viram Iugoslávia e União Soviética conquistarem os últimos títulos de fato socialistas.

 

Nos quatro anos seguintes, o mundo passou por uma das maiores transformações geopolíticas da história da humanidade. A União Soviética sucumbiu. O Muro de Berlim caiu pelas mãos do povo, ávido por uma vida mais digna. Com a divisão das repúblicas soviéticas, outros países foram se desmembrando, criando um novo mapa mundi. Com a queda do Muro de Berlim, um a um foram caindo os ditadores da Cortina de Ferro.

 

Em 1992, na Olimpíada de Barcelona, o mundo já era outro, mas o handebol masculino, nem tanto. A medalha de ouro ficou com a Comunidade dos Estados Independentes, um arranjo que reuniu as antigas repúblicas soviéticas sob uma mesma bandeira.

 

Por mais três Jogos Olímpicos, países do leste europeu conquistaram o ouro olímpico antes de passar o bastão a uma nova safra de campeões. Em 1996 e em 2004, a Croácia, antiga parte da Iugoslávia socialista, conquistou a medalha de ouro em Atlanta e em Atenas. Na Olimpíada de 2000, em Sydney, o título ficou com a Rússia, ex-república soviética.

 

Somente em 2008, nos Jogos de Pequim, houve a queda do tabu olímpico e um país da Europa Ocidental voltou a conquistas a medalha de ouro no handebol masculino. Naquele ano a França foi a campeã, fato que se repetiu em 2012, em Londres, com a conquista do bi. Em 2016, o Rio de Janeiro conheceu um campeão inédito. O título ficou com a Dinamarca.

 

Apesar de toda mudança geográfica e política, e dos títulos olímpicos escassearem, a Europa Oriental continua firme e forte no primeiro time do handebol. Se não é uma garantia de medalha, ao menos é uma evidência de que a cada quatro anos o leste europeu chega aos Jogos Olímpico para ganhar e não apenas participar.

 

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Por Fábio Souza

 

 


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