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Copa do Brasil: nova fórmula, velhos campeões

Publicado em: 2017-11-26 12:06:25

A Copa do Brasil este ano estreou uma nova fórmula de disputa. A competição se desenrolou ao longo do ano, com início em fevereiro e término somente no fim de setembro. Com oito fases e 80 clubes disputando, o torneio é o mais democrático do país, com representantes de todos os estados. Entre as mudanças está o fim das partidas de ida e volta nas duas primeiras fases da competição. As novidades, contudo, dentro de campo foram poucas.

 

Apesar do novo formato de disputa, a Copa do Brasil não apresentou novidades em suas fases finais. Muito menos em seu campeão. Entre os quatro semifinalistas, havia três supercampeões: Grêmio, com 5 conquistas; Cruzeiro, com 4; e Flamengo, com 3. Apenas o Botafogo chegou à semifinal sem nenhum título conquistado. Como se sabe, o Cruzeiro venceu o Flamengo nos pênaltis na grande final e se igualou ao Grêmio em número de títulos. O que promete um grande tira-teima para o certame de 2018.

 

O campeão de 2017 aprendeu logo que, em um campeonato onde a fórmula desde o início é o mata-mata, ser eficiente é mais proveitoso do que ser brilhante. E assim foi. A caminhada do Cruzeiro rumo ao título da Copa do Brasil começou com a vitória sobre o Volta Redonda por 2 a 1 no interior do Rio, na primeira fase. Na segunda fase, uma goleada: 6 a 0 sobre o pequeno São Francisco, em Belo Horizonte.

 

Na terceira fase, o Cruzeiro enfrentou o Murici, de Alagoas. Na primeira partida, na cidade de Murici, os cruzeirenses venceram por 2 a 0. Na partida de volta, no Mineirão, nova vitória, desta vez por 3 a 0.

 

Na quarta fase o cerco foi se apertando e os mineiros mediram forças com um dos grandes do futebol brasileiro: o São Paulo. No Morumbi, vitória do Cruzeiro por 2 a 0. Na volta, no Mineirão, os mineiros foram derrotados por 2 a 1 e quase viram a classificação escapar.

 

Nas oitavas de final, novo sufoco. Em casa, na partida de ida, o Cruzeiro derrotou a Chapecoense por 1 a 0. Na volta, na Arena Condá, empate por 0 a 0 em uma partida pra lá de polêmica que gerou muita gritaria e reclamação dos catarinenses.

 

Nas quartas de final, o Cruzeiro se classificou depois de dois empates contra o Palmeiras - 3 a 3 e 1 a 1 - e só chegou às semifinais pelos gols marcados fora de casa.

 

As semifinais reservaram um duelo de gigantes, em um embate entre os dois maiores campeões da Copa do Brasil: Grêmio e Cruzeiro. Na primeira partida, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, o clube gaúcho venceu por 1 a 0. No segundo jogo, no Mineirão, em Belo Horizonte, o Cruzeiro devolveu o placar de 1 a 0 e a decisão do finalista foi para a disputa de pênaltis. E o Cruzeiro derrotou o rival por 3 a 2 e chegou a mais uma final.

 

A grande decisão da Copa do Brasil levou a campo mais dois grandes rivais do futebol brasileiro: Cruzeiro e Flamengo. Depois de dois empates, por 1 a 1 no Rio de Janeiro e 0 a 0 em Belo Horizonte, o Cruzeiro se viu diante de uma nova disputa por pênaltis. A vitória por 5 a 3 nos pênaltis deu ao Cruzeiro seu quinto título de Copa do Brasil, se igualando ao Grêmio em número de conquistas.

 

Em um torneio com muitas novidades fora de campo, pouco se viu de novo dentro dele. Apenas três clubes de fora da Série A do Campeonato Brasileiro conseguiram alcançar as oitavas de final da Copa do Brasil: Paysandu, Santa Cruz e Paraná. Os grandes de sempre chegaram até o fim da competição, o que garantiu muita emoção em grandes jogos. O campeão Cruzeiro mostrou sua tradição em disputas com formato mata-mata e foi eficiente. Venceu quando precisava, empatou quando podia e perdeu quando lhe era permitido. E só.

 

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Por Fábio Souza

 

 


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