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Copa América de 1983: pragmatismo de Parreira não deu nem arte nem título

Publicado em: 2018-06-08 02:52:25

Depois da perda da Copa do Mundo de 1982, quando o brilhante futebol da seleção brasileira não foi suficiente para levantar a taça, o senso comum levou a crer que o futebol arte estaria morto e bastaria a força pra recolocar o Brasil no caminho dos títulos. Com a saída de Telê Santana  do comando da seleção, optou-se por um técnico novato, teórico e pragmático: Carlos Alberto Parreira.

 

A primeira competição oficial de Parreira à frente da seleção naquela que seria apenas sua primeira passagem pelo cargo foi catastrófica. Sem brilho e sem arte, a seleção brasileira se viu diante de um grande vexame: uma classificação para a final vencida no sorteio. Em um time mais preocupado em não tomar gols, o artilheiro brasileiro na semifinal contra o Paraguai foi a moedinha.

 

Em 1983, a Copa América tinha um formato de disputa diferente dos moldes atuais. Sem uma sede, a competição era disputada em jogos de ida e volta. Na primeira fase, a seleção brasileira ficou no Grupo B, ao lado de Argentina e Equador. Apenas o primeiro colocado de cada grupo se classificaria para a semifinal, onde o Paraguai, campeão da edição anterior, esperava pelos adversários.

 

A estreia oficial de Parreira até que não foi das piores: uma vitória sobre o Equador em Quito. Depois, derrota para a Argentina em Buenos Aires. Em casa, finalmente uma goleada: 5 a 0 sobre o Equador. Com os dois empates por 2 a 2 nas partidas entre argentinos e equatorianos, o Brasil chegou à última rodada do triangular precisando apenas de um empate contra a Argentina no Maracanã. No estilo Parreira de ser, com o 0 a 0 no placar, a seleção brasileira foi às semifinais.

 

Cerca de um ano após a derrota para a Itália na Copa do Mundo, os brasileiros já sentiam falta do futebol arte e bocejavam diante daquela seleção de Parreira, incapaz tanto de perder jogando bonito quanto de vencer jogando feio. Na semifinal da Copa América de 1983, Brasil e Paraguai empataram as duas partidas: 1 a 1 em Assunção e 0 a 0 em Uberlândia (MG). O regulamento da competição rezava que o classificado para a final fosse definido em sorteio. E uma moedinha jogada ao ar no centro do campo foi o "artilheiro brasileiro" que levou o time à final. Mas também foi a marca da mediocridade do time comandado pelo retranqueiro Carlos Alberto Parreira.

 

Nas finais, a seleção brasileira foi derrotado pelo Uruguai em Montevidéu por 2 a 0 na primeira partida. No jogo de volta, na Fonte Nova, em Salvador, um empate em 0 a 0 deu o título aos uruguaios e selou o destino de Carlos Alberto Parreira em sua primeira passagem pela seleção brasileira como técnico. O grito das ruas, de "Fora, Parreira", ecoou pelos corredores da CBF e foi o último fracasso de um time que, de tanto temer a derrota perdeu o ímpeto pela vitória.

 

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Por Fábio Souza

 

 


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