Folhablu | Falsificação traz prejuízos de R$ 35,6 bilhões para setor de vestuário em 2017


Falsificação traz prejuízos de R$ 35,6 bilhões para setor de vestuário em 2017

Publicado em: 2018-05-23 11:52:29

O combate à pirataria é um assunto sério e delicado que há muito tempo é debatido no Brasil. Em 2016, o país teve um prejuízo de R$ 130 bilhões com as falsificações. Ano passado o número aumentou: o rombo foi de R$ 146,3 bilhões. Os dados, divulgados pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), mostram que medidas para reduzir esses valores precisam ser providenciadas com urgência. Elas afetam não só a economia brasileira, como também os produtores e consumidores que podem sofrer até mesmo problemas de saúde ao optar pelos pirateados.

 

A maior parte dos produtos contrabandeados são de vestuário, cigarros, acessórios e eletrônicos. Com o comércio ilegal de roupas, as empresas do segmento foram as que mais perderam. Deixaram de ganhar R$ 35,6 bilhões em 2017, conforme o levantamento do FNCP. Para Junior Souza, diretor executivo da Ecotag, startup especializada em lacres de autenticidade, as marcas estão investindo cada vez mais em iniciativas contra falsificação. "Percebemos que os nossos clientes estão ávidos por mostrar aos seus consumidores que são confiáveis e que têm uma qualidade infinitamente superior aos concorrentes piratas", comenta.

 

A empresa, com sede em Blumenau foi a primeira a produzir nacionalmente lacres de autenticidade e com quatro anos de atividade atende também o mercado internacional. Mais de 60 milhões de unidades são produzidas ao ano, com acompanhamento próximo de quem está comprando.

 

Junior destaca que grande parte das roupas vendidas ilegalmente no Brasil vem do exterior. “Costumo dizer que ao adquirir um produto original, com selo e lacre de autenticidade você pode ter certeza de que não é de origem duvidosa”, afirma. Segundo ele, o que muita gente não tem consciência é de que peças falsificadas são feitas com condições subhumanas de trabalho. “Presenciei pessoas literalmente dando o sangue para confeccionar produtos ilegais em outros países. Os próprios lacres podem ser pirateados e por isso a compra nacional evita qualquer tipo de contrabando, garantindo segurança às empresas e ao consumidor final”, lembra.

 

Muitas vezes, segundo Junior, o preço de um produto falsificado condiz com o original e nem sempre é possível identificar. “O caminho mais seguro é o lacre, visto que só empresas idôneas irão comprá-lo com devido modelo e desenvolvimento exclusivo. E esse cuidado temos na Ecotag. Além disso, é importante lembrar que a consciência é o primeiro passo para acabar com o contrabando. Quem adquire algo sabendo que é pirata está estimulando esse mercado e indiretamente cometendo um crime contra seu próprio país e também contra si mesmo”, complementa.

 

O último estudo divulgado pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade (FCNP), mostra que o Brasil teve perdas de R$ 115,603 bilhões em piratarias de 2011 a 2015. A Ecotag é uma indústria de Blumenau  que trabalha para mudar essa realidade. A fábrica produz lacres de autenticidade voltados para as marcas de moda e produtos de valor agregado.

 

Um dos grandes diferenciais da Ecotag é a fabricação nacional. Com os itens feitos no Brasil, são possíveis atributos como qualidade de fabricação e agilidade de entrega.

 

 


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