Folhablu | Ofertas de empregos temporários caem em 20% nos principais carnavais do país


Ofertas de empregos temporários caem em 20% nos principais carnavais do país

Publicado em: 2017-02-19 18:09:39

No Jobatus, buscador de emprego com ofertas em todo o país, o impacto da crise na folia também é evidente. Comparado com o ano de 2016, nota-se uma redução de cerca de 14% no número de vagas temporárias para o carnaval em todo o país. Segundo o Jobatus, algumas regiões foram ainda mais impactadas, como cidades do interior e as tradicionais cidades do Rio de Janeiro e Salvador, que mesmo com as maiores festas do país, tiveram quase 20% de redução no número de empregos para o evento. A grande novidade é para Belo Horizonte, que apresentou um aumento de 38% em ofertas temporárias para o período.

 

Parece que a crise econômica por qual passa o país atingiu em cheio a maior festa de rua do planeta. Cidades como Salvador e Rio de Janeiro reduziram ou até mesmo cancelaram a participação de blocos tradicionais. A falta de patrocinadores e instabilidade econômica provocada pela crise são apontadas como as principais razões.

 

Blocos tradicionais do carnaval baiano, como Cheiro de Amor, Nana Banana, Araketu e Yes revelaram que estarão de fora da folia em 2017. Até mesmo estrelas da axé music reduziram sua participação. Ivete Sangalo, com seu tradicional bloco Coruja, irá sair apenas 2 dias, um dia a menos que o ano anterior e somente um dia com o Cerveja e Cia. Claudia Leite foi outra artista que reduziu sua participação com o bloco Largadinho - somente dois dias.

 

Apesar dos cortes, são esperados mais de 750 mil turistas na capital baiana segundo a prefeitura da cidade. Serão gerados cerca de 210 mil empregos temporários no carnaval. Vale lembrar que no ano de 2016 esse número foi de 250 mil. Mesmo com o impacto da recessão, a rede hoteleira se encontra com ocupação de cerca de 97% e espera-se uma movimentação financeira de cerca R$ 1,5 bilhão.

 

A crise afeta também o mais famoso carnaval do país. No Rio de Janeiro, escolas de samba afirmam perder 40% de receita e quase 60 blocos deixam de sair também por falta de patrocínio. No entanto, para a rede hoteleira este impacto foi menor, 60% dos quartos na cidade maravilhosa já foram reservados por estrangeiros e 80% dos camarotes no Sambódromo já foram negociados.

 

No estado do pão de queijo, Minas Gerais, algumas cidades com carnaval tradicional, como Poços de Caldas, Ouro Branco, Nova Lima e Patos de Minas também cancelaram a folia. Já a capital, Belo Horizonte, caminha em direção oposta e a crise parece não ser um problema, prometendo um carnaval ainda maior que anos anteriores. A cidade até pouco tempo não fazia parte do cenário da folia.

 

É esperado em Belo Horizonte um fluxo de 2,4 milhões de foliões, um crescimento de 20% comparado com o ano anterior. Em relação ao número de turistas, este número é de 500 mil, quase cinco vezes mais que o ano de 2016. Os números também são positivos na geração de emprego, somente para vendedores ambulantes, a Belotur (empresa municipal de turismo de Belo Horizonte) abriu, este ano, o cadastro para 8.490 profissionais, contra 3.400 de 2016, ou seja, um aumento de 150%. Além disso, segundo a assessoria de imprensa da empresa municipal de turismo, toda a cadeia produtiva do turismo será impactada, principalmente bares e restaurantes, e claro, a rede hoteleira, que terá maior ocupação.

 

Na terra da garoa, São Paulo, o impacto da folia na economia do município também é visto como positivo por comerciantes do setor. De acordo com a avaliação dos lojistas da região da Rua 25 de Março, as vendas para o carnaval já estão melhores que 2016 e apostam em um crescimento de 10% a 12%. Alguns lojistas apostam em um crescimento de até 30%. No entanto, para a Associação Comercial de São Paulo, o cenário não é tão otimista, já que o mês de janeiro deste ano representou uma queda de 5% no comércio varejista paulistano comparado com 2016.

 

Em cidades como João Pessoa, na Paraíba, e Olinda e Recife, os cortes no orçamento também podem afetar a festa dos foliões. Em Recife, por exemplo, a Polícia Militar, que reduziu seu efetivo durante o pré-carnaval, ameaça parar nos dias do evento.

 


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