Folhablu | Invista para a sua aposentadoria: Previdência Privada ou Tesouro Direto?


Invista para a sua aposentadoria: Previdência Privada ou Tesouro Direto?

Publicado em: 2017-04-15 18:23:54

A Proposta de Emenda à Constituição 287 (Pec 287) encontra-se em discussão na Câmara dos Deputados e tem por objetivo promover mudanças no sistema de previdência, especificamente a aposentadoria. Entre as mudanças está a contribuição por 49 anos ininterruptos e a idade mínima de 65 anos para requisitar o benefício. Se aprovada, as novas regras dificultam o acesso à aposentadoria e ainda diminui seu valor.

 

Por isso, muita gente tem buscado informações sobre os planos de previdência privados, mas seriam eles realmente um bom investimento para quem busca complementar a aposentadoria? Depende. Os sócios-proprietários e idealizadores do site Jornada do Dinheiro, Guilherme Fellet, Leonardo Batistella e Vitor Hernandes, explicam as diferenças e vantagens do Tesouro Direto e da Previdência Privada para este fim.

 

A Previdência Privada é uma opção para quem não tem disciplina de guardar dinheiro todo mês, pois já desconta automaticamente da conta. Além disso, não é preciso conhecer diversos tipos de investimento, é possível deduzir do imposto de renda, no caso dos planos PGBL e, por fim, em caso de morte, é possível transferir os valores, sem precisar passar por inventário.

 

Por outro lado, alertam os educadores, a sua rentabilidade é inferior a muitos investimentos; seus custos são altos, pois incluem taxa de administração, taxa de carregamento e imposto de renda, que diminuem ainda mais a rentabilidade; e requer período longo de carência e penalidades altas para resgate antecipado. “Além disso, a liquidez da Previdência Privada vem de investimentos que a própria pessoa pode investir diretamente com menos cobrança de taxas, ou seja, a aplicação está longe de ser a melhor opção e, principalmente, existem outros investimentos melhores”, defendem os educadores.

 

Um destes investimentos é o Tesouro Direto, mais especificamente o Tesouro IPCA+, que se mostra uma excelente alternativa em relação à Previdência Privada. Isso porque a maioria das previdências, fundos, bancos, empresas, ou seja, praticamente todo o país investe nos títulos públicos. É claro que as previdências não investem somente em títulos públicos, mas boa parte de seus portfólios costumam ser formados com esses títulos.

 

“Em vez de pagar taxas altas para ter os mesmos investimentos, é mais interessante investir diretamente pelo Tesouro Direto, no qual você pode aplicar um valor a partir de 30 reais. Além disso, você não tem a obrigação de investir todos os meses e nem precisa ser o mesmo valor. Você investe de acordo com sua disponibilidade, podendo colocar 30 reais em um mês, colocar R$ 1 mil em outro, nada no próximo, etc”, explicam os educadores.

 

Outra vantagem é que o TD tem títulos com diversas datas de vencimento: 2024, 2035, 2045, entre outras. “Portanto, uma pessoa que está para se aposentar em menos de 10 anos também pode contar com esses títulos para ajudá-la, enquanto na Previdência Privada, precisaria ficar com o investimento por mais tempo para pagar menos impostos e ter menos descontos”.

 

Outra vantagem do Tesouro Direto em relação à Previdência Privada apontada pelo grupo é que a alíquota do imposto de renda no Tesouro Direto fica em 15% após dois anos, enquanto na Previdência, seria preciso manter o dinheiro investido por oito anos para chegar nessa faixa, embora depois de dez anos, a Previdência Privada fique na faixa dos 10%.

 

Os educadores também apontam que o Tesouro Direto tem apenas uma pequena taxa de custódia de 0,3% ao ano (além da possível taxa da corretora, embora algumas não cobrem nada), os juros compostos incidem sobre praticamente o montante do investido. Na Previdência Privada, além da taxa de administração muitas vezes superior a 0,3%, também há taxa de carregamento, que é um valor do custo da aplicação. “Por exemplo, a cada 100 reais investidos, 1 real fica com a administração”.

 

Por fim, mas não menos importante, o investimento em títulos públicos é o mais seguro do país, pois toda a economia está direta ou indiretamente ligada a eles. “Se acontecer algo com esses títulos, a Previdência também será prejudicada, já que aplica também nesses mesmos títulos”.

 

Depois de avaliar pós e contras de cada um dos investimentos, é ver o que mais se encaixa em seu perfil e começar a investir, lembrando que com informação, fica mais difícil errar.

 


Fale com a Folhablu

Fones: (47) 3232 7154 | 9138 4105
Redação: webmaster@folhablu.com.br
Comercial: comercial@folhablu.com.br
Financeiro: financeiro@folhablu.com.br
Skype: skype@folhablu.com.br

Blumenau – SC
Folhablu notícias e publicidade digital - Todos os direitos reservados
Proibida a reprodução total ou parcial