Folhablu | Uso de imagem está entre as principais mudanças do novo código da nutrição


Uso de imagem está entre as principais mudanças do novo código da nutrição

Publicado em: 2018-09-01 09:06:21

 

Com o novo Código de Ética e de Conduta do Nutricionista fica proibido publicar fotos que divulguem o “antes e depois” dos pacientes. A resolução ainda traz mudanças em relação aos princípios, responsabilidades, direitos, deveres e limites, principalmente, ações relacionadas aos avanços e recursos tecnológicos aplicados à prática profissional.

 

O novo código entrou em vigor no mês de junho deste ano para substituir o anterior, publicado em 2004, e foi elaborado pelo Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) com apoio dos conselhos regionais, profissionais e estudantes da área.

 

Segundo a professora Ana Paula Ferreira da Silva, coordenadora do curso de Nutrição da unisul na Unidade Pedra Branca, o principal benefício do novo código está na atualização frente às novas demandas da profissão. “A exposição na mídia gera expectativas e pode levar a atitudes inconsequentes. Por isso, o código regulamenta esta questão da imagem, para garantir os direitos e deveres do nutricionista, pois a profissão deve ser exercida com responsabilidade e ética”, destaca.

 

Os meios de comunicação e informação, no capítulo 4, compõem a principal discussão da categoria, uma vez que as redes sociais disseminam constantemente imagens de pessoas anônimas e famosas com resultados dos tratamentos. O CFN entende que os procedimentos podem não apresentar resultados compatíveis a todos e considera que as expectativas irreais oferecem risco à saúde.

 

E a partir de então, associar a imagem pessoal aos anúncios de produtos é permitida somente nos casos em que um nutricionista atua no marketing. “Por exemplo, o nutricionista que trabalha em uma empresa de alimentação com a função de vender ou divulgar esse produto, está autorizado. Já no caso, do nutricionista de clínica ou consultório, cabe a ele fornecer ao paciente três opções de marca. A proposta é justamente desvincular a indústria do exercício profissional porque a profissão deve estar à frente da indústria”, explica a professora Ana Paula.

 

Em especial, na nutrição, Ana Paula pontua que os resultados nos tratamentos são distintos. “A dieta é individualizada, o atendimento também, sempre respeitando o organismo de cada um. O nutricionista sabe que cada um tem um resultado diferente do outro e por isso a dieta deve ser individual, assim como o atendimento”.

 

Com a fiscalização mais rígida, ao receber uma denúncia do profissional que age de forma irregular, o conselho junto da comissão de ética apuram a situação e após avaliar, este é chamado e dependendo do caso recebe uma multa ou até mesmo perde seu registro. “Contamos com os conselhos regionais. Aqui, temos o CR da 10ª região, que autuam por demanda de denúncia. Além disso, há fiscalizações regulares a fim de verificar se o profissional atende conforme estabelecido pelo código”, fala Ana Paula.

 

Todas as unidades de aprendizagem do curso de Nutrição da Unisul são norteadas pelas leis e diretrizes estabelecidas pelo código de ética, afirma a coordenadora, e agora, a partir desta nova regulamentação, os professores inserem as inovações propostas nestes ambientes. “É sempre importante fazermos essa discussão para que os estudantes percebam o que mudou e como devem atuar dentro dos direitos e deveres da profissão”.

 

O novo Código de Ética e de Conduta do Nutricionista está disponível no site do site do Conselho Regional de Nutrição para consulta: www.crn10.org.br/index.php/legislacao/codigos/92-codigo-de-etica-do-nutricionista.

 

 


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