Folhablu | Treino HIIT queima gordura mais rápido e melhora a capacidade cardiorrespiratória


Treino HIIT queima gordura mais rápido e melhora a capacidade cardiorrespiratória

Publicado em: 2016-10-03 14:35:32

O HIIT já faz sucesso entre os frequentadores de academias com a promessa de promover uma queima de gordura mais acelerada em treinos mais curtos. O HIIT, treinamento cardiorrespiratório intervalado de alta intensidade, na sigla em inglês, é caracterizado por breves períodos de atividade intensa, em que o indivíduo é levado até próximo de sua capacidade cardiorrespiratória máxima por entre 30 e 60 segundos, intercalados por tempo de repouso ou de exercícios mais amenos.

 

“Além de óbvio aumento da capacidade de desempenho dos indivíduos, o HIIT favorece a queima de gordura e amplia a capacidade cardiorrespiratória, um elemento importante da aptidão física”, explica Marcelo Marquezi, profissional de educação física e coordenador do Laboratório de Fisiologia e Metabolismo da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid). Ele destaca que as mudanças percebidas no organismo dos praticantes do HIIT podem favorecer potenciais implicações relacionadas à saúde de pessoas com doenças crônicas, incluindo diabetes tipo 2, sobrepeso e obesidade.

 

Apesar dos benefícios, o HIIT não é recomendado para todos. “Esse tipo de treinamento, devido a sua natureza extrema, não é indicado para pessoas com problemas osteomusculares (lombalgias, por exemplo), articulares e obesos”, comenta o professor Marquezi. Os sedentários ou irregularmente ativos necessitam de um período inicial de adaptação antes de iniciar um programa de treinamento com HIIT.

 

O professor explica que protocolos alternativos de HIIT têm sido propostos nos últimos anos, com o objetivo de aplicação em diferentes públicos. “No Laboratório de Fisiologia e Metabolismo da Unicid, utilizamos um protocolo que consiste de oito séries de corrida na esteira com duração de um minuto a aproximadamente 15 km/h intercaladas por 75 segundos de recuperação passiva. Observamos que nosso protocolo promove intensidades suficientes para caracterizá-lo como de alta intensidade, mas passível de aplicação em indivíduos fisicamente ativos não treinados”, completa.

 

A nova modalidade, apesar de ser realizada em menos tempo, demanda intervalos mais longos entre as sessões. “Em nossos estudos, cada sessão de treinamento tem duração média de 18 minutos e indicamos que os treinos tenham intervalos de 48 horas”, recomenda Marquezi. Com relação ao período de treinamento, a literatura relata estudos com até 16 semanas de duração, mas o professor acredita que a prática pode ser realizada de modo extensivo, como um novo hábito na vida do indivíduo.

 


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