Folhablu | Pesquisa clínica inédita no mundo sobre depressão será desenvolvida em Blumenau


Pesquisa clínica inédita no mundo sobre depressão será desenvolvida em Blumenau

Publicado em: 2018-05-09 13:58:26

O Núcleo de Pesquisas em Saúde Mental de Blumenau (Nupe) em parceria com o Programa de Transtornos Afetivos (Gruda)-IpQ-Famusp (São Paulo) está recrutando voluntários para participarem de uma pesquisa clínica sobre depressão. Trata-se do Projeto Ketamim, coordenado pelo psiquiatra e pesquisador Marco Aurélio Cigognini. A intenção é comparar a eficácia do tratamento convencional a um novo antidepressivo com ação rápida e de uso intramuscular para depressão resistente. Para participarem da pesquisa, os voluntários devem ter recebido diagnóstico de depressão e, após ter tomado pelo menos dois antidepressivos diferentes, continuarem com sintomas da doença.

 

A pesquisa será dividida em quatro fases: triagem, tratamento, manutenção e acompanhamento. Cigognini explica que a a pesquisa é inédita no mundo. “Testaremos um medicamento antidepressivo de ação ultra rápida. A maior parte dos antidepressivos hoje levam de duas a quatro semanas para começar a agir. Vários centros de pesquisa no mundo vêm realizando pesquisas similares com medicamentos desse perfil, no entanto não via intramuscular. Essa solução pode ser muito promissora porque é mais barata, mais acessível e traz menores problemas para o paciente. O medicamento já está sendo utilizado no mundo, porém com outras vias de administração. Em subdoses, tem uma ação antidepressiva eficaz”, observa o psiquiatra.

 

Uma equipe de 15 pesquisadores de Blumenau e de São Paulo estão envolvidos no projeto, entre farmacêuticos, enfermeiros, psiquiatras e psicólogos. “Essa pesquisa significa um avanço importante na saúde mental no Vale do Itajaí. Nunca foram feitos estudos com essa envergadura na nossa região. Começamos a desenvolver aqui esse tipo de tecnologia que é utilizado normalmente só em grandes centros”, aponta o coordenador do projeto.

 

De acordo com Cigognini, em decorrência de uma série de avaliações que são utilizadas nos participantes para avaliar diversos aspectos da doença, quem for voluntário terá benefícios como a melhor elucidação diagnóstica, esclarecimento de aspectos que envolvem o impacto da doença na qualidade de vida e na cognição e ainda se beneficiarão recebendo tanto o tratamento experimental ou o convencional.  “Essas pessoas vão contribuir com o desenvolvimento da ciência e do conhecimento sobre a depressão e o tratamento da doença”, afirma.

 

Além disso, os voluntários terão a supervisão e assistência médica e psicológica contínua ao longo do tratamento.  Todos os aspectos são explicados ao participante. A pesquisa segue padrões internacionais de ética e de desenvolvimento. Ao todo, serão necessários 88 voluntários.

 

Para participar da pesquisa, os voluntários precisam preencher os seguintes requisitos:

  • Ter entre 18 e 40 anos de idade;

  • Ter recebido diagnóstico de depressão e continuar tendo sintomas da doença apesar de ter tomado pelo menos dois medicamentos diferentes no passado;

  • Morar em Blumenau ou no Vale do Itajaí.

 

Os participantes não terão qualquer custo pelos atendimentos e nem pelos procedimentos relacionados à pesquisa. Interessados devem entrar em contato pelo email: marco.cigognini@usp.br.

 

 


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