Folhablu | No Dia Mundial do Diabetes, médica do Seconci-SP explica os principais tipos e sintomas da doença


No Dia Mundial do Diabetes, médica do Seconci-SP explica os principais tipos e sintomas da doença

Publicado em: 2017-11-13 09:07:39

Nesta terça-feira, dia 14, será celebrado o Dia Mundial do Diabetes. A data foi criada pela Federação Internacional de Diabetes (IDF na sigla em inglês), em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para chamar a atenção das pessoas para uma doença silenciosa que atinge cerca de 415 milhões de pessoas em todo o globo, segundo levantamento mais recente da OMS. No Brasil, pesquisa do Ministério da Saúde aponta crescimento de 61,8% no número de casos diagnosticados nos últimos dez anos.

 

 

A endocrinologista do Seconci-SP - Serviço Social da Construção -, Carla Torres Carvalho, explica que o diabetes é uma doença acusada por falta da insulina ou da sua ação. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose como fonte de energia. O diabetes ocorre quando a quantidade de insulina é insuficiente ou há dificuldade na sua ação para o controle do excesso de glicose adquirida nos alimentos. A doença pode ter caráter hereditário e também ser adquirida por maus hábitos de alimentação e sedentarismo.

 

“Existem dois tipos de diabetes. No tipo 1, que é autoimune, o pâncreas perde a capacidade de produção adequada de insulina. Apesar de também ser verificada em adultos, é mais comum em crianças e está ligada a questões genéticas. Já no tipo 2, que é encontrado com maior frequência em pessoas com sobrepeso, há a produção da insulina, porém sua ação é dificultada pela obesidade, gerando a chamada resistência insulínica e, por consequência, o diabetes”, ressalta Carla.

 

Na maioria dos pacientes a doença não apresenta sintomas, mas já causa danos. Quando há descompensação importante, os principais sintomas são sede e urina excessivas, cansaço anormal e emagrecimento. Quanto à prevenção, principalmente do tipo 2, o recomendável é a redução da ingestão de alimentos ricos em frutose, glicose e sacarose. O consumo exagerado destas substâncias, principalmente as oriundas de produtos industrializados, ao longo dos anos vai lesionando as células do pâncreas, que são as responsáveis pela produção de insulina. Quando chega em aproximadamente 25% de lesão celular do órgão, a pessoa entra em um estágio de pré-diabetes. E quando atinge 50%, o paciente já é constatado com a doença e precisa fazer uso da insulina produzida pelos laboratórios regularmente.

 

As células que morrem, de acordo com a endocrinologista do Seconci-SP, não se regeneram mais, por isso o diabetes não tem cura. Porém, a mudança de hábitos alimentares, com a diminuição da ingestão de açúcares e gorduras saturadas, aliada à inserção de atividade física na rotina, traz uma melhora dos níveis glicêmicos e a possibilidade de uma vida normal.

 

A médica explica ainda que o diagnóstico da doença é realizado por meio de exames laboratoriais que medem o nível de glicose no sangue. "É muito importante realizar este tipo de verificação ao menos uma vez por ano, pois as pessoas que desenvolvem ou adquirem diabetes nem sempre apresentam sintomas e as sequelas que ela pode causar quando não tratada são irreversíveis, como a perda de visão e a insuficiência renal."

 


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