Folhablu | Dia Mundial da Trombose: doença representa terceira causa de mortes no mundo


Dia Mundial da Trombose: doença representa terceira causa de mortes no mundo

Publicado em: 2017-10-10 17:10:03

O Dia Mundial da Trombose, em 13 de outubro, foi criado para conscientizar as pessoas sobre a doença, que é a terceira causa de mortalidade no mundo, depois apenas do infarto e do AVC. No Brasil, a taxa de mortalidade por tromboembolismo venoso (TEV) é de 2,09 por 100 mil habitantes ao ano.

 

 

A trombose venosa profunda (TVP) é a manifestação mais comum do TEV e caracteriza-se pela formação de coágulos, principalmente nas pernas, mas pode ocorrer em qualquer região do corpo.

 

Os coágulos nas pernas impedem o retorno da circulação sanguínea, causando inchaço e desconforto. Esses são os primeiros sintomas a serem observados, mas outros também podem aparecer, como dor, vermelhidão e aumento da temperatura no local afetado.

 

O tromboembolismo pulmonar é decorrente da oclusão das artérias pulmonares por trombos que se desprenderam de veias com trombose ou que se desenvolveram primariamente nessas artérias. Ao ser diagnosticada, a TVP precisa de tratamento imediato pelo risco de causar o TEP, que está associado a um risco muito elevado de morte.

 

Além disso, a TVP também pode ter complicações que comprometem a qualidade de vida do paciente, como a síndrome pós-trombótica.

 

Pessoas com trombose fazem tratamentos com medicamentos anticoagulantes e, no caso da warfarina, precisam acompanhar periodicamente o nível de anticoagulação (assim como os diabéticos precisam verificar sua glicemia), realizando o controle com medições. Com o Coaguchek, usando apenas uma gota de sangue é possível ter resultados precisos, alinhados com as análises laboratoriais, mas com rapidez e praticidade para o paciente.

 

Marli Aparecida Nogueira Moneno sofre com a trombose desde 2010 e acredita que desenvolveu a doença pelo uso do anticoncepcional. “Minha vida ficou muito complicada com a trombose, tem dias que nem consigo levantar da cama. Mas, ainda bem que consigo realizar meu tratamento na Unicamp, onde tem muita estrutura”. A cada 15 dias ela faz o acompanhamento e conta que o uso do Coagucheck facilitou muito: “Um exame normal demora 40 dias para termos o resultado. Na Unicamp, com o aparelho, o exame demora uma hora e funciona como uma triagem e eu só preciso esperar o médico se houver alguma alteração na coagulação, para ajuste do medicamento”, explica.

 

De acordo com a doutora Joyce Annichino Bizzacchi, professora especialista em hematologia/hemostasia da Unicamp, “a prevenção é o mais importante e existem muitas formas de realizá-la, começando pela história médica, que vai auxiliar na identificação dos pacientes com maior risco e que deverão ter cuidados adequados quando expostos a fatores de risco”.

 

A trombose é multifatorial e geralmente causada pela combinação de vários fatores de risco, como cirurgia, imobilização, trauma local, obesidade, anticoncepcional hormonal, terapia de reposição hormonal, gravidez, câncer e história familiar. “O TEV espontâneo é raro e por isso a prevenção é a melhor forma de evitar complicações”, completa a doutora Joyce.

 


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