Folhablu | Campeã em malhação, Florianópolis lidera também em excesso de peso


Campeã em malhação, Florianópolis lidera também em excesso de peso

Publicado em: 2013-03-11 14:43:20

Cientistas do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Usp estão concluindo pesquisa que aponta forte relação entre o aumento no consumo de alimentos ultraprocessados e a epidemia global de obesidade. Os primeiros levantamentos disponíveis mostram que a “comida pronta” tem tudo para ser uma das maiores vilãs do excesso de peso e doenças associadas. Em Florianópolis, campeã nacional de malhação, 58% dos homens têm excesso de peso.

O excesso de peso e a obesidade aumentaram nos últimos seis anos no Brasil, é o que aponta a última pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011). Em Florianópolis, o percentual de obesos passou de 9,9%, em 2006, para 15%, em 2011. Com relação ao excesso de peso, os números passaram de 40,4% para 48%. Em contrapartida, Florianópolis é a capital brasileira com maior percentual de adultos que praticam atividade física no tempo livre – 41%. O percentual nacional é de 30,3% de adultos que disseram praticar atividades físicas.

De acordo com o estudo, a proporção de pessoas acima do peso no Brasil avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%. Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o resultado desse levantamento mostra que é necessário continuar investindo em ações preventivas, sobretudo aos mais jovens. “Com o resultado desse levantamento nós conseguimos resultados que permitem aprimorar nossas políticas públicas, que são essenciais para prevenir uma geração de pessoas com excesso de peso”, disse.

Na capital de Santa Catarina, o percentual de homens obesos cresceu de 9,1%, em 2006, para 17%, em 2011. Entre as mulheres, o número passou de 10,7% para 12,9%. Em seis anos, o percentual de homens com excesso de peso aumentou de 48,5% para 58,3%, em 2011, e entre as mulheres o número foi de 32,2%, em 2006, para 38,2%.

A pesquisa Vigitel 2011 é promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo. O estudo retrata os hábitos da população brasileira e é uma importante fonte para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde preventiva. Foram entrevistados 54 mil adultos em todas as capitais e também no Distrito Federal, entre janeiro e dezembro de 2011.

Os altos percentuais podem ser explicados pelo estilo de vida comum à grande parcela da população que vive nas capitais do país, que alia estresse, falta de exercício físico e má alimentação.

A coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, relaciona os dados com o período em que a pessoa está ingressando no mercado de trabalho e consolidando sua carreira profissional. “Uma boa parcela da população não consegue organizar o tempo para manter a prática de atividades física e, com a má alimentação, o indivíduo ganha peso com mais velocidade”, explica a coordenadora.

Da Agência Brasília de Comunicação


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