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De uma conversa sobre os caminhos da medicina

Publicado em: 2018-05-13 13:02:52

 

 

 

 

 

 

Um conhecido "facebookeano" me escreve sobre um post abordando algoritmos diagnósticos em medicina.

 

“Claro que as tecnologias vão invadir cada vez mais nossa profissão e devemos estar sempre atualizados quanto ao seu uso, facilidade e praticidade para nós e para os pacientes. Mas reitero o poder do exame físico e do olhar clínico, da prática da conversa com o paciente. (Não acredito que) isso sejam dogmas a serem suplantados pelas tecnologias.”

 

Seguinte: barões do status quo também achavam que motores a combustão jamais substituíram cavalos e remos, que a iluminação por meio de velas era mais romântica e saudável, que vacinas eram venenos, que epilepsia era possessão demoníaca, que os alertas de William McBride sobre a Talidomida eram pânico, que a teoria dos germes de Pasteur e a Seleção Natural de Darwin eram balela, etc.

 

A medicina que praticamos não é intuitiva ou humanizada: ela é medieval. Aceitamos homeopatia e acupuntura como “ciência”, acreditamos que 90% dos transtornos psicológicos são “doenças” e não problemas de comportamento ou falhas de caráter, e prescrevemos ansiolíticos fundamentados em uma hipótese há muito profundamente pesquisada - e jamais comprovada - de um mitológico “desequilíbrio da química cerebral”.

 

Aos colegas que realmente conjecturam que os dogmas mais caros da medicina irão resistir incólumes ao tsunami pós-moderno da Terceira Onda de Toffler, recomendo que estudem mais para além do campo restrito que a faculdade lhes doutrinou. Façam isso ou percam o bonde da história. E ele vem com tudo - e rápido.

 

Por Alessandro Loiola

Médico, palestrante e escritor

 

 


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