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Felicidade: querer e ter

Publicado em: 2011-03-02 08:25:30

E por falar em felicidade... O que você entende por esse assunto? Antes de continuar a leitura, pense alguns instantes sobre isso. Pronto? Será que ser feliz é realmente o que você acabou de pensar? Pode ser que sim, pode ser que não... Será que a felicidade é algo que vem e vai na vida das pessoas? Ela pode escolher em quem habitar ou será que cada um pode optar por ser feliz? E como os indivíduos fazem essa escolha?

Muitas pessoas dizem: “Serei feliz quando...” E esperam quase que eternamente algo acontecer. E por que não agora, aproveitando o que se tem ao transformar sonhos em realidade? Será que a felicidade aparece quando se chega lá, ou se manifesta, quase que por si só, durante o caminhar?

Definir felicidade é uma tarefa complexa, principalmente porque o que agrada algumas pessoas pode desagradar outras. Entretanto, algumas coisas são de censo comum. Há uma música do compositor e cantor Guilherme Arantes, que diz: “Eu daria tudo por meu mundo e nada mais.” Dentro desse contexto, pode-se entender felicidade como sendo a realização pessoal. E não apenas a concretização dos objetivos, mas todo o seu trajeto. É fundamental saber usufruir do que se tem em cada momento da vida, para só depois desejar algo novo. O que ocorre, muitas vezes, é o contrário: as pessoas não desfrutam do que possuem e justamente por isso, desejam algo diferente. Mas, se enganam com a perspectiva de felicidade futura. E talvez a questão seja trabalhar esse tempo entre o querer e o ter, pois evitar que esse tempo exista é humanamente impossível. Aprender a lidar com esse período é uma aprendizagem. Sempre se pode descobrir algo diferente no presente, de tal forma que isso ajude na transformação e encontro do bem-estar. E como disse Toquinho numa canção: “A vida sempre segue em frente o que se há de fazer?” Ainda, bem! Dessa maneira temos tempo suficiente de ser felizes, principalmente agora!

Todos querem ter felicidade. E será que as pessoas realmente sabem se são felizes ou não? Os primeiros a falarem sobre esse tema foram os gregos, por volta do século 7 antes de Cristo. Várias pessoas já contribuíram com suas opiniões ao definir essa palavra. Cada um, de acordo com sua época e as aprendizagens que obteve durante a vida. A maneira de elucidar esse termo, foi mudando ao longo dos tempos. Houve uma época, em que felicidade era entendida como prazer sensual e a saúde física, depois estava relacionada à virtude. Para Schopenhauer, a felicidade era, por assim dizer, mutante: “Como a essência do homem consiste em que sua vontade deseja, é satisfeito e deseja novamente, e assim indefinidamente, e como sua felicidade e bem-estar consistem apenas em que a transição do desejo prossiga com rapidez, uma vez que a ausência da satisfação é sofrimento, e a do novo desejo, ansiedade vazia, tédio.”

Dentre os vários e possíveis objetivos que se pode ter durante a vida, a felicidade é a única que tem valor em si mesma. Para Aldous Husley era um subproduto de alguma outra coisa que as pessoas estão fazendo. Todos os outros desejos são, na verdade, apenas uma ponte, um caminho para alcançá-la. Dessa maneira, esse querer se torna um meio para tentar atingí-la. As pessoas querem possuir dinheiro, amor e saúde, pois acreditam que ao alcançá-los e desfrutá-los descobrirão automaticamente o que é ser feliz. E muitas vezes se esquecem de que ser feliz é estar e não apenas o chegar lá.

É fundamental desfrutar de momentos agradáveis, bem como aprender a lidar com a falta do que se almeja, respeitando o tempo para alcançar o que se quer, e tendo flexibilidade para mudar os caminhos que se escolheu caso haja necessidade. Aprender a conviver com a falta, é mais do que uma escolha, é uma obrigação de quem quer ser e é feliz.

Por Adriana de Araújo

Psicóloga

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