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Escola bilíngue ou curso de inglês?

Publicado em: 2015-11-26 14:32:31

Já começou a busca pela primeira escola, a rematrícula ou a mudança da instituição escolar, caso necessário. Os pais antenados acompanham de perto a evolução dos seus filhos, que estão cada dia mais inteligentes e preparados para observar e questionar as informações com a rapidez necessária da sociedade atual. Optar por uma escola bilíngue ou colocá-los em um curso de idiomas está entre as metas e também entre as dúvidas mais frequentes de muitas famílias brasileiras. Será que existe muita diferença nos aprendizados? Qual idade ideal para iniciar o processo? Aprender uma segunda língua desde cedo pode atrapalhar no andamento da alfabetização da língua materna?

 

A educadora Carla Marques desmistifica cada método, com as diferenças e seus benefícios. “Introduzir as crianças neste universo o mais cedo possível é o indicado”. Segundo Carla, o aprendizado do segundo idioma em uma escola bilíngue é dado pelo processo de aquisição. Isto é, a criança aprende a língua inglesa da mesma maneira que aprendeu a primeira: naturalmente por exposição e interação com o meio em que está inserida. A habilidade do cérebro de adquirir idiomas na infância é instintiva e interativa, e engloba tudo o que uma língua representa (costumes, cultura e valores morais), ressalta a especialista.

 

Ela explica que até os 7 anos de idade o cérebro da criança é muito maleável, uma verdadeira esponja. Nesta fase, em conjunto com aprendizado da linguagem materna e desenvolvimento motor, a criança faz uma série de associações com suas próprias descobertas e todas as conexões cerebrais estão ativas.

 

De acordo com Carla, neurologicamente, pesquisas apontam que a massa cinzenta do cérebro dos bilíngues é mais densa, contém maior rede neural e com mais sinapses. Isso traz algumas vantagens cognitivas, como executar com destreza mais de uma função ao mesmo tempo, facilidade para aprender outros idiomas posteriormente, maior desenvoltura no raciocínio lógico-matemático e compreensão e relação com o mundo mais consciente, entendendo diferentes culturas, etnias, valores e identidades.

 

“Alguns papais ficam preocupados se a criança poderá confundir as palavras. No primeiro momento, é possível que ela busque a associação dos idiomas para se comunicar. Por exemplo, “que linda a butterfly!”, mas com as referências na escola e em casa, ela naturalmente diferenciará as línguas. O Brasil é um país enorme e todos falam português. Já na Europa, a mistura intercultural é maior, temos famílias nas quais o pai é italiano e a mãe é francesa. Nestes casos, as crianças estão expostas a diferentes idiomas dentro do contexto familiar e desde cedo adquirem dois ou até três idiomas na infância com naturalidade”.

 

Os cursos de idiomas também são uma opção para aqueles que não podem investir no ensino bilíngue. Neste caso, os métodos lançam mão do aprendizado consciente, com exercícios, estudo dos verbos, mostrando as ações, em algumas horas durante a semana, que podem trazer bom resultado após vários anos de estudo.

 

O mais importante para papais e mamães é saber que o ensino bilíngue e o ensino de idiomas são propostas completamente distintas. Nas escolas bilíngues, o foco é o desenvolvimento da criança como um todo nas mais diferentes áreas de conhecimento e no qual a língua inglesa é usada como ferramenta de comunicação.

 

Em escolas de idiomas, o objetivo é ensinar a língua inglesa. Carla ressalta que em qualquer um dos casos é preciso encontrar uma escola com proposta séria e equipe qualificada. “Cabe a cada família estudar o que se encaixa melhor às suas necessidades e possibilidades, mas sem dúvida nenhuma, o quanto antes a criança aprender outro idioma, melhor”, enfatiza a diretora da Tiny People Bilingual School.

 


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