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Buscando solução e não culpados: síndrome de burnout, estresse no trabalho

Publicado em: 2011-06-27 11:37:24

Nos dias de hoje a correria da vida moderna e principalmente as exigências do trabalho parecem levar rapidamente as pessoas a um esgotamento físico e mental. E muito se fala de estresse, de depressão e ansiedade. Porém, quando essas doenças estão ligadas ao dia a dia da profissão e compreende-se que a causa desse mal tem ligação direta com o trabalho, o nome é diferente e chama-se síndrome de burnout.

A palavra vem do inglês burn (queima) e out (exterior).

O que é?

Estresse profissional e em muitos casos um assédio moral institucional.

Como isso se dá?

- Excesso de reclamações por parte da empresa somado a uma conduta abusiva (pressão, ameaça de demissão, intimidações, sobrecarga de tarefas, humilhações, desmoralização perante outras pessoas da empresa, falta de reconhecimento e desprezo pelos esforços do emprego, perseguições, ridicularizações, xingamentos, etc).

- Forte pressão para atingir metas, números e ações consideradas impossíveis no prazo solicitado.

- Ambiente de trabalho sentido pelo empregado como desgastante, sufocante e degradante.

- Falta de tempo livre para o lazer e o descanso físico e mental dos afazeres da empresa.

- Necessidade de estar em alerta e prontidão constante para qualquer convocação por parte da empresa fora do horário combinado de serviço sem que faça parte de um acordo prévio.

É comum haver uma dúvida do que é de fato assédio moral e a síndrome de burnout, sendo que nos dois casos é possível levar ao estresse e esgotamento físico e mental por parte do funcionário. Porém, más condições, sobrecarga de trabalho em um grau muito acima do normal, exigências permanentes fazem parte apenas da síndrome de burnout. Entende-se, portanto, que a as consequências causadas por essa síndrome são originadas pelo ambiente de trabalho hostil e inadequado.

Sintomas emocionais

- Desgaste emocional intenso, com sintomas muito parecidos com a depressão: dificuldade de concentração; tristeza; falta de ânimo; angústia; desespero; alteração do humor; irritação e agressividade; falta de sentido e pouco interesse pelas coisas que antigamente geravam prazer e bem-estar; sentimento de baixa autoestima; baixa avaliação sobre o desempenho profissional; dificuldade de lidar com conflitos; baixa tolerância à frustração; desejo de largar tudo e sair do trabalho; sentimento de estar no limite; reações agressivas como forma de proteção.

Sintomas físicos

- Desgaste físico.

- Cansaço e exaustão.

- Acontecem somatizações (ou seja, doenças físicas que tiveram início com questões emocionais).

- Tensão no corpo.

- Dor de cabeça constante.

- Dificuldade de relaxar.

- Mudança brusca de peso e apetite.

- Insônia.

Dicas

- Organizar o tempo de trabalho e outras áreas de vida.

- Dedicar-se a outras atividades e relacionamentos que vão além do profissional.

- Saber dar a devida importância a si próprio.

- Cuidar dos sintomas físicos ligados à síndrome de burnout com devida atenção.

- Cuidar dos sintomas emocionais e buscar melhores resultados e ações.

- Exercícios de respiração e relaxamento físico ajudam e devem ser feitos para iniciar uma melhora.

- Atividade física, esporte, academia, etc, podem contribuir para um bem-estar físico que refletirá no emocional.

- Técnicas com hipnose ericksoniana, novo código da PNL e coaching contribuem na cura e no estabelecimento de metas.

Tratamento

Sessões específicas para combate dos sintomas. O tratamento visa a retomada do humor com a devida organização mental para uma saúde plena do funcionário e do ambiente profissional. Durante as reuniões/sessões é possível estabelecer metas e formas diferentes de alcance dos desejos e objetivos para o bem-estar geral.

Trabalho preventivo dentro da empresa

É necessário a consciência por parte da empresa das condições que oferece de trabalho aos seus funcionários. E também o cuidado com as relações pessoais fruto das dinâmicas estabelecidas. Quando há uma queixa de dificuldade de trabalho mediante essa relação conturbada é interessante a consciência de todos no processo, quem produz o assédio moral e quem é por ele assediado. Para isso é muito bem indicado palestras, treinamentos e/ou cursos preventivos ou mesmo de tratamento para demonstrar as dinâmicas e suas consequências, a diferença do conteúdo transmitido por quem diz e a compreensão por parte de quem escuta e suas complicações e distorções. Os limiares do que se pode exigir de um empregado e de como se devem dar as relações entre empregados e superiores é algo a ser discutido em grupo durante o treinamento. E também como deveriam acontecer as relações humanas nos planos horizontais e verticais da estrutura de uma empresa.

Por Adriana de Araújo

Psicóloga

www.desenvolvimentoexcelencia.com.br


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